"> Dólar cai, ouro sobe e Ibovespa sobe

 

Economia - 04/11/2026 - 17:28:59

 

Dólar cai, ouro sobe e Ibovespa sobe

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Em 4/11/26, o dólar comercial fechou em R$ 5,4772 na compra e R$ 5,4778 na venda, com variação de -0,29%; Ibovespa terminou em 167.330,53 pontos (+1,03%), interrompendo sequência de queda. O ouro em real variou +2,58% no dia; a prata, após recuar cerca de 18% em outubro, operava em recuperação.

Em 4/11/26, o dólar comercial fechou em R$ 5,4772 na compra e R$ 5,4778 na venda, com variação de -0,29%; Ibovespa terminou em 167.330,53 pontos (+1,03%), interrompendo sequência de queda. O ouro em real variou +2,58% no dia; a prata, após recuar cerca de 18% em outubro, operava em recuperação.

No fechamento de 4 de novembro de 2026, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central após as 16h, ficou em R$ 5,4772 na compra e R$ 5,4778 na venda, o que representa variação de -0,29% em relação ao pregão anterior. O Ibovespa, índice da bolsa B3, encerrou o dia em 167.330,53 pontos, com alta de 1,03% sobre os 165.632,69 pontos de 3 de novembro. O volume negociado na B3 somava R$ 28,4 bilhões por volta das 16h05, com 4,39 milhões de negócios.

Fatores do dia

Três frentes explicam o movimento de 4 de novembro. No exterior, as eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas em 3 de novembro, foram acompanhadas de vitória do Partido Democrata, o que reduziu a aversão ao risco global e sustentou ativos de países emergentes. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrava reunião nesta data; pesquisa com 105 instituições indicou que 72 projetam manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano e 33 projetam corte de 0,25 ponto percentual. Contratos de opções na B3 indicavam 68,86% de probabilidade de manutenção da taxa. O boletim Focus, do Banco Central, vem revisando para cima as expectativas de inflação. No mercado internacional de commodities, o petróleo Brent recuou 2,72%, para US$ 93,33 o barril, o que reduz custos de importação e pressão sobre preços.

O dólar à vista chegou a ser negociado perto de R$ 5,47 no período da manhã e encerrou a sessão abaixo do nível de 3 de novembro, mesmo com o índice do dólar (DXY) em leve alta no exterior, o que indica movimento localizado de ajuste de posições após cinco pregões consecutivos de alta da moeda americana contra o real.

Ouro, prata e o episódio envolvendo a China

O ouro comercial, cotado por grama em real pelo Banco Central, fechou 4 de novembro em R$ 712,9914 na compra e R$ 713,0695 na venda, com alta de 2,58% no dia. O ouro spot internacional encerrou em US$ 4.048,65 por onça. A alta do metal em real no último dia foi maior que a variação do spot em dólares, o que reflete o efeito da taxa de câmbio.

A China está no centro da dinâmica recente de ouro e prata. Contratos futuros de ouro em Xangai recuaram 23,7% e de prata 45,8% em relação às máximas do ciclo, conforme dados do mercado chinês até o fim de agosto. No final de outubro, relatos de instituições financeiras internacionais apontaram liquidações de ouro por investidores chineses para captação de caixa, em resposta a medidas de controle de capitais aplicadas por Pequim. Em sentido oposto, a demanda física na Shanghai Gold Elevou o volume semanal a 43 milhões de lotes, o equivalente a cerca de 430 toneladas, o maior patamar desde abril. O Banco Popular da China completou 23 meses consecutivos de compras de ouro, com adição de 23 toneladas em setembro, levando as reservas oficiais a cerca de 2.410 toneladas. Dados da alfândega chinesa mostram importação superior a 1 mil toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, o equivalente a US$ 158,8 bilhões, ante 886 toneladas e US$ 96,5 bilhões em todo o ano de 2025. Desde 24 de julho de 2026, as autoridades chinesas suspenderam operações alavancadas de ouro em papel para investidores pessoa física, mantendo intacta a compra e venda de ouro físico.

Para a prata, o fator adicional ligado à China é a desaceleração do setor solar no país, que reduz a demanda industrial do metal usada em painéis fotovoltaicos. A China também detém controle sobre parte das exportações de prata e terras raras. A prata à vista negociou perto de US$ 60,62 por onça em 9 de outubro, recuou para cerca de US$ 56 em 15 de outubro, US$ 53,59 em 26 de outubro e fechou outubro em torno de US$ 49,30 na COMEX, com queda de 5,93% no último pregão do mês e de cerca de 18,34% em todo o mês. Em 3 de novembro, o metal fechou em US$ 49,79 por onça e, em 4 de novembro, operava perto de US$ 51,95. O mercado acionário chinês, por sua vez, encerrou outubro em queda, com quatro trimestres consecutivos de recuo e redução do investimento no setor imobiliário. No dia 30 de outubro, ataque a navios comerciais no Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo e ampliou expectativas de inflação, com repercussão negativa sobre os metais.

Depois desse episódio, os preços de ouro e prata operam abaixo dos níveis de meados de outubro. O ouro spot em dólar passou de US$ 4.191,37 por onça em 9 de outubro para US$ 3.897,31 em 30 de outubro, recuo de 7,0%, e depois recuperou para US$ 4.048,65 em 4 de novembro. No Brasil, o ouro em real subiu no período porque a depreciação do real mais que compensou a queda internacional do metal.

Análise dos últimos 20 dias úteis

No período de 5 de outubro a 4 de novembro de 2026, com 21 dias úteis, a taxa PTAX de compra do dólar variou entre R$ 4,9692, em 6 de outubro, e R$ 5,4998, em 26 de outubro. A taxa encerrou o período em R$ 5,4772, alta de 9,87% ante os R$ 4,9853 de 5 de outubro. O movimento de maior magnitude ocorreu em 26 de outubro, primeiro pregão após a eleição presidencial de segundo turno realizada em 25 de outubro, quando o dólar variou +9,19% em um único dia. Na abertura, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,605, alta de 12,25%, e a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker. O Ibovespa recuou 13,88% naquele dia, fechando em 176.608,23 pontos. Nos pregões seguintes, o dólar recuou 3,01% em 27 de outubro e voltou a subir em 28, 29 e 30 de outubro e em 3 de novembro, quando variou +1,33%, antes do recuo de 0,29% em 4 de novembro.

O Ibovespa atingiu a máxima do período em 9 de outubro, em 209.066,90 pontos, e passou a recuar a partir de 13 de outubro, em resposta à corrida eleitoral de segundo turno e à aprovação, pelo Senado, de projeto que põe fim à escala de trabalho 6x1. Após o recuo de 13,88% em 26 de outubro, o índice continuou caindo por mais cinco pregões consecutivos, até 165.632,69 pontos em 3 de novembro. De 9 de outubro a 3 de novembro, o Ibovespa recuou 20,8%. A alta de 1,03% em 4 de novembro interrompeu essa sequência.

O ouro em real variou entre R$ 648,1086 por grama, em 23 de outubro, e R$ 712,9914, em 4 de novembro, com alta de 7,59% no período. O ouro spot em dólar, por sua vez, recuou 2,07% entre 5 de outubro e 4 de novembro, de US$ 4.134,39 para US$ 4.048,65 por onça. A diferença entre as duas variações é explicada pela depreciação do real. A prata, cotada em dólar, recuou cerca de 18% em outubro e iniciou novembro em leve recuperação.

Resumo do fechamento diário, 4 de novembro de 2026

Indicador Fechamento Variação diária (%)
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,4772 -0,29
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,4778 -0,29
Ibovespa (pontos) 167.330,53 +1,03

Maiores altas do dia (ranking B3)

Código Nome da empresa Variação diária (%)
HAGA4F Haga S.A. Indústria e Comércio Pfd +68,00
PDGR3F PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações +41,18
FSRF11F Fiset Fl Ref Pfd +28,57
PDGR3 PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações +27,78
BRKM6 Braskem S.A. Conv Pfd B +22,67

Maiores baixas do dia (ranking B3)

Código Nome da empresa Variação diária (%)
RCSL4F Recrusul S.A. Pfd -17,86
RCSL4 Recrusul S.A. Pfd -15,85
RENV11 CPV Energia Fundo de Investimento Imobiliário -12,57
AZUL99 Azul S.A. -12,28
FASA3F FASA S.A. -11,11

Variação diária do dólar comercial (PTAX), 5 de outubro a 4 de novembro de 2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55 -4,55
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32 -0,32
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48 +0,48
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45 -0,45
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41 +0,41
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69 +0,69
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16 +0,16
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60 +0,60
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52 -0,52
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84 -0,84
21/10/2026 5,0270 5,0277 +0,27 +0,27
22/10/2026 5,0377 5,0383 +0,21 +0,21
23/10/2026 5,0371 5,0377 -0,01 -0,01
26/10/2026 5,4998 5,5007 +9,19 +9,19
27/10/2026 5,3340 5,3346 -3,01 -3,01
28/10/2026 5,3414 5,3420 +0,14 +0,14
29/10/2026 5,3738 5,3744 +0,61 +0,61
30/10/2026 5,4206 5,4212 +0,87 +0,87
03/11/2026 5,4929 5,4935 +1,33 +1,33
04/11/2026 5,4772 5,4778 -0,29 -0,29

Variação diária do ouro comercial (por grama), 5 de outubro a 4 de novembro de 2026

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Var. compra (%) Var. venda (%) Ouro spot (US$/oz)
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44 4.134,39
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36 +0,36 4.162,73
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92 -0,92 4.105,22
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47 +0,47 4.109,19
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53 +1,53 4.191,37
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38 -0,38 4.158,23
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20 -1,20 4.080,39
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86 +1,86 4.149,30
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05 +1,05 4.167,73
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15 -1,15 4.141,16
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10 -1,10 4.130,10
21/10/2026 667,7736 667,8666 +0,31 +0,31 4.131,79
22/10/2026 655,9505 656,0286 -1,77 -1,77 4.050,06
23/10/2026 648,1086 648,1858 -1,20 -1,20 4.002,02
26/10/2026 710,3849 710,5012 +9,61 +9,61 4.017,61
27/10/2026 696,7995 696,8779 -1,91 -1,91 4.063,17
28/10/2026 694,0489 694,1268 -0,39 -0,39 4.041,61
29/10/2026 694,6484 694,7260 +0,09 +0,09 4.020,61
30/10/2026 679,1881 679,2633 -2,23 -2,23 3.897,31
03/11/2026 695,0399 695,1158 +2,33 +2,33 3.935,85
04/11/2026 712,9914 713,0695 +2,58 +2,58 4.048,65

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxas PTAX de dólar e cotações de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa, volume e ranking de maiores altas e baixas), Refinitiv (dados integrados às séries do Banco Central) e agências de notícias econômicas (fatores políticos, macroeconômicos e externos do dia, cotações de prata e dados relativos à China).

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