"> STF suspende julgamento sobre Moraes após pedido de vista de Dino; BC reduz Selic para 13,75% e mercados registram movimentos

 

Economia - 17/09/2026 - 10:41:44

 

STF suspende julgamento sobre Moraes após pedido de vista de Dino; BC reduz Selic para 13,75% e mercados registram movimentos

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Sessão do Supremo é interrompida com prazo de até 90 dias para retomada; Comitê de Política Monetária decide por quinto corte consecutivo; índice da B3 recua e taxa de câmbio registra alta

Sessão do Supremo é interrompida com prazo de até 90 dias para retomada; Comitê de Política Monetária decide por quinto corte consecutivo; índice da B3 recua e taxa de câmbio registra alta

No dia 15 de setembro, o Supremo Tribunal Federal realizou sessão extraordinária para analisar procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A relatoria do caso foi assumida pelo presidente do STF, Edson Fachin, após ser retirada de André Mendonça. Durante a discussão sobre uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que defendia a análise conjunta do caso de Moraes com outro processo que investiga suposto abuso de poder por Mendonça, o ministro Flávio Dino solicitou vista. Com o pedido, a sessão foi suspensa antes que o plenário entrasse no mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O placar parcial registrado antes da suspensão contou com quatro votos contra a análise conjunta, de Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármem Lúcia, e três votos a favor, de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. O voto de Flávio Dino foi excluído da contagem por ele ter pedido vista. O prazo para que Dino devolva o processo ao plenário é de até 90 dias corridos.

No dia 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, em sua 281ª reunião, decidiu por unanimidade reduzir a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Esta foi a quinta redução consecutiva da taxa básica de juros da economia brasileira neste ano. Desde março de 2026, a Selic passou de 15% ao ano para o patamar atual. A decisão estava alinhada com as expectativas do mercado financeiro. O Copom informou que a medida é consistente com a estratégia de convergência da inflação em torno da meta, sem definir explicitamente os próximos passos da política monetária.

Nos mercados financeiros, o índice Ibovespa, da B3, registrou recuos nos dias próximos às decisões políticas e monetárias. No dia 14 de setembro, o índice fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. No dia 16 de setembro, o recuo foi de 0,59%, com o índice em 185.394,66 pontos. Já a taxa de câmbio dólar comercial apresentou alta: no dia 14 de setembro, subiu 0,43%, cotada a R$ 5,14; no dia 16 de setembro, ficou em R$ 5,15, com variação de 0,06% de queda em relação ao dia anterior, mas em patamar elevado se comparado a semanas anteriores. Entre os fatores que influenciaram os movimentos estão a conjuntura política interna relacionada ao STF, a expectativa prévia e posterior à decisão do Copom, a alta dos juros nos Estados Unidos, com o rendimento do Treasury de dez anos rompendo a marca de 5% pela primeira vez desde 2023, e variações no preço do petróleo e tensões geopolíticas internacionais.

Sobre as posições de agentes públicos e ex-ministros, um grupo de ex-ministros de Estado, economistas, empresários e integrantes da sociedade civil divulgou carta no dia 13 de setembro em apoio ao presidente do STF, Edson Fachin, e defendeu reformas na estrutura da Corte. O ex-ministro Eros Grau, que também foi professor de Alexandre de Moraes, manifestou preocupação com a crise no tribunal e fez críticas a atuações que classificou como excessos por parte de integrantes do STF. No campo político, o senador Flávio Bolsonaro defendeu o impeachment de ministros do STF que, segundo ele, cometeram crime de responsabilidade, citando nominalmente Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O candidato ao Senado Carlos Sant'anna também defendeu a abertura de processos de impeachment contra Moraes, Dino e Gilmar Mendes, mencionando o contrato firmado pelo escritório de Moraes como um dos pontos de justificativa.

A análise de tendências mostra que o contexto pré-eleitoral, com eleições presidenciais marcadas para outubro, influencia tanto os desdobramentos no STF quanto as expectativas dos agentes econômicos. A definição sobre a investigação de Moraes e a tramitação de processos na Corte podem gerar alterações na percepção de risco político, com reflexos nos mercados de câmbio e de ações. Para a política monetária, a continuidade dos cortes na Selic dependerá de dados de inflação, atividade econômica e do comportamento das expectativas dos agentes, além de fatores externos como a política monetária dos Estados Unidos e a evolução de commodities.

(*) Com informações das fontes: @HORA, Grupo Lomes de Comunicação, CNN Brasil, Gazeta do Povo, Meio News, Blog do Espeto, Blog do Brito, A Voz do Xingu, Supremo Tribunal Federal, Amo Franca, Portal Tela, Metrópoles, Bora Investir B3, Bloomberg Línea, El Tiempo MX, Ground News, Agência Brasil, BRcom, Morningstar, O TEMPO, Exame, TradingView, Agência Pública, Revista da Semana, Blog do Roberto Gonçalves, IPIRA CITY, Portal Realidade

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