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O fechamento do mercado financeiro brasileiro no dia 15 de setembro de 2026 registrou movimento distinto entre o câmbio e a bolsa de valores. A taxa PTAX de compra do dólar comercial encerrou o pregão após as 16h, conforme dados do Banco Central, a R$ 5,1484, o que representa variação de -0,40% em relação ao dia anterior. A taxa de venda do dólar comercial fechou a R$ 5,1490, com variação de -0,40% no mesmo período.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão após as 17h com 186.586,35 pontos, apresentando variação de +0,30% em comparação ao fechamento de 14 de setembro de 2026, quando o índice registrou 186.033,34 pontos. O volume negociado na B3 no dia 15 de setembro atingiu R$ 19.599.434.211, com 3.334.531 negócios realizados.
Análise dos fatores de influência no dia
O mercado operou em ambiente de expectativa em relação a decisões de política monetária. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deu início à sua reunião no dia 15 de setembro, última antes das eleições, com projeção de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic por parte dos participantes do mercado. Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam as perspectivas de decisão do Federal Reserve (Fed) sobre taxas de juros, com dados de inflação e tensões geopolíticas influenciando as projeções.
No cenário externo, os preços do petróleo registraram alta após o fechamento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita, que contorna o Estreito de Ormuz, gerando preocupações com oferta. Esse movimento impactou papéis de empresas do setor de óleo e gás na bolsa brasileira.
No âmbito doméstico, desdobramentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a divulgação de pesquisas eleitorais contribuíram para a volatilidade dos ativos. O fluxo cambial, por sua vez, apresentou saldo negativo no início de setembro, com saídas líquidas no canal financeiro, enquanto o canal comercial manteve saldo positivo até o dia 4 de setembro, conforme dados do Banco Central.
Contexto das commodities e o caso da China
Os preços do ouro e da prata registraram movimentos no período, influenciados por fatores globais e por desdobramentos na China. O Banco Popular da China adicionou cerca de 20,2 toneladas de ouro às suas reservas no mês de agosto, estendendo a sequência de compras do metal. No dia 15 de setembro, o ouro à vista no mercado internacional registrou queda abaixo de US$ 4.300 por onça, com mínima intradiária de US$ 4.260 por onça. Na China, o consumo de joias em ouro na região de Shuibei apresentou recuperação no período.
No mercado da prata, a China anunciou controles de exportação para o metal a partir de janeiro de 2026, medida que gerou projeções de redução de oferta e impacto nos preços internacionais. No dia 14 de setembro, a cotação de referência da prata em Xangai registrou US$ 72,34 por onça, com variação de +1,19% em relação ao dia anterior.
Os dados do Banco Central para o ouro comercial no Brasil mostram que, no dia 15 de setembro, a taxa de compra fechou a R$ 710,0262 por grama e a taxa de venda a R$ 710,1090 por grama, com variação de -0,34% para a compra e -0,34% para a venda em relação ao dia anterior.
Análise periódica do último mês
No período de aproximadamente 20 dias úteis que antecedem 15 de setembro, o dólar comercial apresentou volatilidade. A taxa de compra iniciou o período em 17 de agosto a R$ 5,2008 e encerrou em 15 de setembro a R$ 5,1484, com movimentos de alta e baixa ao longo das semanas. O menor valor da taxa de compra no período foi registrado em 8 de setembro, a R$ 5,0850, enquanto o maior valor foi registrado em 18 de agosto, a R$ 5,2037.
O Ibovespa, por sua vez, apresentou tendência de alta no período, impulsionado por expectativas relacionadas ao ciclo eleitoral e a projeções de continuidade do corte de juros. No dia 1º de setembro, o índice fechou a 179.676,78 pontos, e em 11 de setembro atingiu 188.269 pontos, antes de recuar no dia 14 de setembro para 186.033,34 pontos e voltar a subir no dia 15.
No âmbito macroeconômico, o Brasil registrou deflação de 0,32% no mês de agosto, a maior queda em quatro anos, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,22%. O mercado de trabalho apresentou fortalecimento no período, conforme dados oficiais, enquanto o fluxo cambial em agosto registrou saída líquida de US$ 3,095 bilhões até o dia 28, com pior saída semanal do ano na semana de 24 a 28 de agosto.
Resumo do Fechamento Diário (15/09/2026)
| Indicador |
Valor |
Variação Diária (%) |
| Dólar Comercial (Compra) |
R$ 5,1484 |
-0,40 |
| Dólar Comercial (Venda) |
R$ 5,1490 |
-0,40 |
| Ibovespa |
186.586,35 pontos |
+0,30 |
Ações com maiores altas
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| FASA3 |
FASA S.A. |
+40,00 |
| FASA3F |
FASA S.A. |
+26,92 |
| MGEL4 |
Mangels Industrial SA Pfd Shs |
+18,32 |
| MGEL4F |
Mangels Industrial SA Pfd Shs |
+17,65 |
| ECOM3 |
Economatica SA |
+16,13 |
Ações com maiores baixas
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| PMAM3F |
Paranapanema S.A. |
-41,18 |
| PMAM3 |
Paranapanema S.A. |
-37,10 |
| AGXY3F |
AG Agrogalaxy Participacoes SA |
-28,57 |
| BOBR4F |
Bombril S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs |
-27,69 |
| CTAX3 |
Contax Participacoes SA |
-20,10 |
Variação Mensal do Dólar Comercial
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Variação Compra (%) |
Variação Venda (%) |
| 17/08/2026 |
5,2008 |
5,2014 |
- |
- |
| 18/08/2026 |
5,2037 |
5,2043 |
+0,06 |
+0,06 |
| 19/08/2026 |
5,1708 |
5,1714 |
-0,63 |
-0,63 |
| 20/08/2026 |
5,1856 |
5,1862 |
+0,29 |
+0,29 |
| 21/08/2026 |
5,1619 |
5,1625 |
-0,46 |
-0,46 |
| 24/08/2026 |
5,1506 |
5,1512 |
-0,22 |
-0,22 |
| 25/08/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,04 |
-0,04 |
| 26/08/2026 |
5,1598 |
5,1604 |
+0,22 |
+0,22 |
| 27/08/2026 |
5,1637 |
5,1642 |
+0,08 |
+0,07 |
| 28/08/2026 |
5,1999 |
5,2005 |
+0,70 |
+0,70 |
| 31/08/2026 |
5,1810 |
5,1816 |
-0,36 |
-0,36 |
| 01/09/2026 |
5,1564 |
5,1570 |
-0,47 |
-0,47 |
| 02/09/2026 |
5,1267 |
5,1273 |
-0,58 |
-0,58 |
| 03/09/2026 |
5,0956 |
5,0962 |
-0,61 |
-0,61 |
| 04/09/2026 |
5,1247 |
5,1253 |
+0,57 |
+0,57 |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
-0,77 |
-0,77 |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
+0,24 |
+0,24 |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
+0,33 |
+0,33 |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
-0,45 |
-0,45 |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
+1,53 |
+1,53 |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,40 |
-0,40 |
Variação Mensal do Ouro Comercial
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Variação Compra (%) |
Variação Venda (%) |
| 17/08/2026 |
740,2220 |
740,3074 |
- |
- |
| 18/08/2026 |
730,6515 |
730,7357 |
-1,29 |
-1,29 |
| 19/08/2026 |
747,5495 |
747,6363 |
+2,31 |
+2,31 |
| 20/08/2026 |
754,2691 |
754,3564 |
+0,90 |
+0,90 |
| 21/08/2026 |
765,9742 |
766,0632 |
+1,55 |
+1,55 |
| 24/08/2026 |
770,7018 |
770,7916 |
+0,62 |
+0,62 |
| 25/08/2026 |
769,7967 |
769,8864 |
-0,12 |
-0,12 |
| 26/08/2026 |
762,1566 |
762,2452 |
-0,99 |
-0,99 |
| 27/08/2026 |
765,5597 |
765,6338 |
+0,45 |
+0,44 |
| 28/08/2026 |
756,0192 |
756,1064 |
-1,25 |
-1,24 |
| 31/08/2026 |
737,8240 |
737,9094 |
-2,41 |
-2,41 |
| 01/09/2026 |
724,8243 |
724,9086 |
-1,76 |
-1,76 |
| 02/09/2026 |
720,7507 |
720,8351 |
-0,56 |
-0,56 |
| 03/09/2026 |
735,7205 |
735,8071 |
+2,08 |
+2,08 |
| 04/09/2026 |
731,1599 |
731,2455 |
-0,62 |
-0,62 |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
-1,77 |
-1,77 |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
+0,36 |
+0,36 |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
-0,38 |
-0,38 |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
-0,38 |
-0,38 |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
-0,39 |
-0,39 |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
-0,34 |
-0,34 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, Refinitiv, XP Investimentos, EruptionGlobal, Notícias R7, FX.co, GX Capital, InfoMoney, Capital Política, Trading Economics, Exame, BigGo Finance, Shanghai Gold Exchange, FindBullionPrices, Edelmetall Contor, TradingView, Shanghai Metals Market, 150currency, Gold Price Data, Live Gold Price Today, Sina Finance, BTG Pactual, Poder360, Acessa.com, Jornal AHORA, Metrópoles, G1, TV Cenário.
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