"> Dólar recua 0,31%, ouro leve queda e Ibovespa cai 0,94% em dia de ajuste técnico

 

Economia - 12/02/2026 - 17:15:15

 

Dólar recua 0,31%, ouro leve queda e Ibovespa cai 0,94% em dia de ajuste técnico

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

A moeda norte-americana fechou a R$ 5,1668 na compra e a R$ 5,1674 na venda, enquanto o principal índice da bolsa encerrou aos 187.953 pontos, interrompendo sequência de recordes após dados de serviços no Brasil e repercussão da crise especulativa de metais preciosos na China.

A moeda norte-americana fechou a R$ 5,1668 na compra e a R$ 5,1674 na venda, enquanto o principal índice da bolsa encerrou aos 187.953 pontos, interrompendo sequência de recordes após dados de serviços no Brasil e repercussão da crise especulativa de metais preciosos na China.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, com movimentos de correção nos principais indicadores. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,1668 na taxa PTAX de compra, queda de 0,31% em relação ao dia anterior, quando havia registrado R$ 5,1830. Na venda, a moeda encerrou a R$ 5,1674, também com retração de 0,31% frente aos R$ 5,1836 de terça-feira, 11 de fevereiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,94%, fechando aos 187.953 pontos, após ter atingido 189.731,70 pontos no pregão anterior.

A sessão foi marcada pela acomodação de preços após o índice ter batido a marca histórica dos 190 mil pontos na véspera. Economistas atribuem o movimento a uma correção técnica natural, aliada à divulgação de dados do setor de serviços no Brasil. A queda foi puxada por blue chips como Petrobras, Itaú e Vale, enquanto Banco do Brasil figurou entre as altas após divulgação de balanço.

Fatores que influenciaram o desempenho diário

O recuo do dólar manteve a trajetória de desvalorização iniciada no começo de fevereiro, refletindo um cenário externo favorável aos mercados emergentes. A queda do índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de divisas, contribuiu para a valorização do real. A continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a economias emergentes manteve o apetite por risco, beneficiando moedas como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

A divulgação de dados de serviços no Brasil trouxe sinais de moderação na atividade econômica, o que gerou alívio marginal na curva de juros futuros. Especialistas apontam que, embora o dado seja positivo, não foi suficiente para sustentar alta no Ibovespa. O Tesouro Nacional realizou captação de US$ 4,5 bilhões no mercado internacional por meio de títulos com vencimento em 2036 e 2056, movimento que tradicionalmente abre janela para emissões corporativas e reforça a expectativa de entrada de dólares no país.

No cenário externo, a continuidade da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e dados de pedidos de auxílio desemprego mantiveram os investidores atentos. A alta das bolsas norte-americanas, europeias e asiáticas ofereceu suporte às moedas emergentes de forma geral.

Commodities e impacto da China

O mercado de metais preciosos registrou volatilidade em janeiro de 2026, com reflexos nas primeiras semanas de fevereiro. A prata atingiu US$ 121 por onça troy no pico de janeiro, após alta de 170% em 2025 e avanço adicional de 60% no início do ano. O movimento refletiu prêmios elevados nos contratos de Xangai em relação a Londres, combinados com abertura de posições alavancadas por investidores de varejo e fundos quantitativos na China.

Autoridades chinesas reclassificaram a prata como mineral essencial em janeiro de 2026, introduzindo cotas de exportação limitadas a produtores com capacidade acima de 80 toneladas anuais. A medida concentrou saídas em grupos estatais e priorizou abastecimento interno para indústrias de energia solar, semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial. Bancos domésticos restringiram produtos de acumulação de ouro para varejo, elevando valores mínimos de aplicação para 100 mil yuans e limitando operações durante feriados.

A queda de 26% da prata em 31 de janeiro foi a maior já registrada para o metal, enquanto o ouro caiu 9% em seu pior dia em mais de uma década. Janeiro de 2026 entrou para a história como o mês mais volátil da história dos metais preciosos, segundo análises de mercado. O episódio gerou reverberações nos mercados globais, com investidores reavaliando posições em commodities e ativos de risco.

Análise do último mês

Entre 13 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, o dólar comercial apresentou trajetória de desvalorização de 3,88% na taxa de compra, saindo de R$ 5,3758 para R$ 5,1668. O movimento foi marcado por quedas consistentes, especialmente na última semana de janeiro, quando a moeda rompeu a barreira dos R$ 5,20. O menor patamar do período foi registrado em 28 de janeiro, com R$ 5,1832 na compra.

O Ibovespa acumulou sequência de recordes ao longo do mês, impulsionado pela valorização de ações de bancos e commodities. Analistas do Itaú BBA apontaram que, após superar os 187 mil pontos, o índice abriu caminho para seguir em direção aos 200 mil pontos. O próximo objetivo de médio prazo está na região dos 250 mil pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo.

O ouro cotado em reais por grama oscilou entre R$ 780,71 (em 02 de fevereiro) e R$ 879,55 (em 28 de janeiro), refletindo a volatilidade do mercado internacional de metais preciosos. No dia 12 de fevereiro, o ouro fechou a R$ 841,63 na compra e R$ 841,73 na venda, com recuo de 0,13% em relação ao dia anterior.

Fatores macroeconômicos domésticos mantiveram-se no radar dos investidores. O Boletim Focus reduziu a projeção de inflação para 3,97% em 2026, enquanto a estimativa para a taxa Selic foi mantida em 12,25% ao ano até o final do ano. Analistas destacam que a dinâmica dos juros locais e a percepção de risco fiscal e político continuam sendo determinantes para o desempenho dos ativos brasileiros.

Resumo do Fechamento Diário (12/02/2026)

Indicador Valor de Fechamento Variação Diária
Dólar Comercial (Compra) R$ 5,1668 -0,31%
Dólar Comercial (Venda) R$ 5,1674 -0,31%
Ibovespa 187.953,00 pontos -0,94%

Maiores Altas do Ibovespa (12/02/2026)

Código Empresa Variação
TELB3 Telecomunicacoes Brasileiras SA +7,36%
CBEE3 Ampla Energia e Servicos SA +6,64%
CEBR6 Companhia Energetica de Brasilia CEB Pfd B +5,61%

Maiores Baixas do Ibovespa (12/02/2026)

Código Empresa Variação
FICT3 Fictor Alimentos SA -11,43%
MGEL4 Mangels Industrial SA Pfd Shs -10,82%
BRKM5 Braskem SA Pfd A -10,34%

Quadro de Variação Mensal do Dólar (13/01 a 12/02/2026)

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. Compra Var. Venda
13/01/2026 5,3758 5,3764 0,00% 0,00%
14/01/2026 5,3789 5,3795 +0,06% +0,06%
15/01/2026 5,3840 5,3846 +0,09% +0,09%
16/01/2026 5,3792 5,3798 -0,09% -0,09%
19/01/2026 5,3647 5,3653 -0,27% -0,27%
20/01/2026 5,3784 5,3790 +0,26% +0,26%
21/01/2026 5,3362 5,3368 -0,78% -0,78%
22/01/2026 5,3112 5,3118 -0,47% -0,47%
23/01/2026 5,2872 5,2879 -0,45% -0,45%
26/01/2026 5,2754 5,2760 -0,22% -0,23%
27/01/2026 5,2386 5,2392 -0,70% -0,70%
28/01/2026 5,1832 5,1838 -1,06% -1,06%
29/01/2026 5,1950 5,1956 +0,23% +0,23%
30/01/2026 5,2295 5,2301 +0,66% +0,66%
02/02/2026 5,2581 5,2587 +0,55% +0,55%
03/02/2026 5,2230 5,2236 -0,67% -0,67%
04/02/2026 5,2353 5,2359 +0,24% +0,24%
05/02/2026 5,2574 5,2580 +0,42% +0,42%
06/02/2026 5,2335 5,2341 -0,45% -0,45%
09/02/2026 5,1937 5,1943 -0,76% -0,76%
10/02/2026 5,2015 5,2021 +0,15% +0,15%
11/02/2026 5,1830 5,1836 -0,36% -0,36%
12/02/2026 5,1668 5,1674 -0,31% -0,31%

Quadro de Variação Mensal do Ouro (13/01 a 12/02/2026)

Data Compra (R$/grama) Venda (R$/grama) Var. Compra Var. Venda
13/01/2026 798,31 798,40 0,00% 0,00%
14/01/2026 798,65 798,74 +0,04% +0,04%
15/01/2026 798,93 799,02 +0,04% +0,04%
16/01/2026 790,59 790,68 -1,04% -1,04%
19/01/2026 806,24 806,33 +1,98% +1,98%
20/01/2026 819,13 819,22 +1,60% +1,60%
21/01/2026 831,57 831,67 +1,52% +1,52%
22/01/2026 831,82 831,92 +0,03% +0,03%
23/01/2026 843,39 843,50 +1,39% +1,39%
26/01/2026 863,40 863,50 +2,37% +2,37%
27/01/2026 856,40 856,50 -0,81% -0,81%
28/01/2026 879,55 879,65 +2,70% +2,70%
29/01/2026 873,40 873,50 -0,70% -0,70%
30/01/2026 844,28 844,38 -3,33% -3,33%
02/02/2026 780,71 780,80 -7,53% -7,53%
03/02/2026 828,00 828,09 +6,06% +6,06%
04/02/2026 826,28 826,37 -0,21% -0,21%
05/02/2026 813,97 814,06 -1,49% -1,49%
06/02/2026 832,70 832,79 +2,30% +2,30%
09/02/2026 844,64 844,74 +1,43% +1,43%
10/02/2026 838,01 838,10 -0,79% -0,79%
11/02/2026 842,76 842,86 +0,57% +0,57%
12/02/2026 841,64 841,73 -0,13% -0,13%

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, Refinitiv, CNN Brasil, InfoMoney, Agência Brasil e Bloomberg Línea.

Links
Vídeo