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O pregão do dia 23 de outubro de 2026, sexta-feira, foi o último antes do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, dia 25 de outubro. O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão em 205.679,81 pontos, com variação de +0,92% em relação ao fechamento do dia anterior, quando ficou em 203.814,72 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento em dezembro registrou variação positiva de 0,96% no dia.
No câmbio, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central após as 16h, foi de R$ 5,0371 na compra e R$ 5,0377 na venda. Em relação ao dia 22 de outubro (R$ 5,0377 na compra e R$ 5,0383 na venda), a moeda norte-americana variou -0,01%, tanto na compra quanto na venda. A moeda americana iniciou o dia com leve variação positiva e passou a operar em queda no decorrer da sessão. O volume negociado na B3 às 16h05 foi de R$ 33,23 bilhões, em 4.599.356 negócios.
Fatores domésticos do dia
Dois fatores internos dominaram a sessão. O primeiro foi a proximidade do segundo turno eleitoral. Pesquisa do Datafolha divulgada na véspera indicou empate técnico entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Investidores ajustaram posições antes do pleito, com redução de alavancagem e migração para ativos de menor risco na carteira.
O segundo fator foi a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação de outubro, pelo IBGE. O índice registrou alta de 0,32% no mês, abaixo da projeção de mercado de cerca de 0,44% e abaixo dos 0,70% de setembro. A desaceleração mensal foi puxada por itens voláteis: preços de energia elétrica variaram -0,89% após mudança de bandeira tarifária, e passagens aéreas variaram -9,24%. No acumulado de 12 meses, a inflação passou de 4,47% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%. O índice de difusão, que mede o espalhamento dos reajustes entre setores, passou de 53,7% para 58,86%. O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,88% no mês.
Para o Copom, que se reúne nos dias 3 e 4 de novembro, a expectativa de mercado é de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Projeções do Boletim Focus indicam Selic em 13,25% ao ano no fechamento de 2026. O PIB de 2026 tem projeção de 1,83%, segundo o mesmo levantamento.
Entre as ações de maior peso, as ações da Petrobras variaram positivamente no dia, acompanhando a alta do petróleo no exterior. O Bradesco teve destaque negativo após divulgar lucro do terceiro trimestre em linha com as expectativas, mas com piora nos indicadores de inadimplência.
Cenário externo: petróleo, China e metais preciosos
No exterior, o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, variou +1,58% no dia, operando próximo a US$ 110. A alta foi associada a tensões na Ásia Ocidental e a riscos de descontinuidade de oferta. O movimento elevou os preços das ações de empresas do setor de energia na bolsa brasileira.
O episódio envolvendo a China que repercutiu sobre ouro e prata no período foi a escalada comercial com os Estados Unidos. O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 100% sobre a totalidade das importações chinesas, com vigência a partir de 1º de novembro. Como resposta, a China anunciou restrições à exportação de terras-raras, insumos para cadeias industriais globais. O episódio elevou a demanda por ativos de reserva no início do período, impulsionando cotações de ouro e prata. Posteriormente, com a divulgação de negociações para suspensão temporária de tarifas e com juros americanos em nível elevado (rendimentos do Tesouro norte-americano em torno de 5%), os metais preciosos passaram a ceder.
O Banco Popular da China adicionou 23 toneladas de ouro às reservas oficiais em setembro de 2026, maior volume mensal desde outubro de 2023, e completou 23 meses consecutivos de compras, com reservas em 2.410 toneladas. Esse fluxo de compras sustentou as cotações no início do período.
No dia 23 de outubro, o ouro spot foi cotado a US$ 4.002,02 por onça, com variação de -1,19% em relação ao dia anterior (US$ 4.050,06). A prata, com maior exposição à demanda industrial, variou -4,6% no dia, cotada a US$ 54,76 por onça, e acumulava queda mais acentuada que o ouro no trimestre. No mercado brasileiro, o ouro em real por grama foi cotado a R$ 648,1086 na compra e R$ 648,1858 na venda no fechamento do dia 23, com variação de -1,20%.
Ações em alta e em baixa no dia
Entre as maiores altas do dia, registraram variação positiva as ações ordinárias e frações de Afluente Transmissão de Energia Elétrica (AFLT3 e AFLT3F), de Americanas (AMER3 e AMER3F) e a fração de Helbor Empreendimentos (HBOR3F). Entre as maiores baixas, registraram variação negativa as ações de Azevedo & Travassos (AZEV3 e AZEV3F), Sequoia Logística e Transportes (SEQL3F), Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos (ONCO11F) e Porto Sudeste VM (PSVM11). Os valores referem-se às 16h05 do dia 23 de outubro, conforme dados da B3.
Tendências dos últimos 20 dias úteis
No período de 24 de setembro a 23 de outubro de 2026 (21 dias úteis), a taxa PTAX do dólar na compra passou de R$ 5,1789 para R$ 5,0371, variação acumulada de -2,74%. A moeda americana atingiu o pico do período em R$ 5,2232 na compra, no dia 2 de outubro, e registrou variação de -4,55% no dia 5 de outubro, maior queda diária do período, passando a operar abaixo de R$ 5,00. Posteriormente, recuperou-se gradualmente até R$ 5,0820 na compra, em 16 de outubro, e voltou a ceder nos últimos pregões. A trajetória foi influenciada pelo ciclo de cortes da Selic, pelo fluxo de capitais externos e pela apreciação do real diante de commodities.
O ouro, por sua vez, passou de R$ 708,4679 por grama na compra, em 24 de setembro, para R$ 648,1086 em 23 de outubro, variação acumulada de -8,52% no período em moeda local. O ouro spot em dólar variou -5,95% no mesmo intervalo, de US$ 4.255,17 para US$ 4.002,02 por onça. A diferença entre as duas métricas decorre da valorização do real ante o dólar no período. O ouro em real atingiu o pico em R$ 717,2323 por grama, em 25 de setembro. Quedas diárias de maior magnitude ocorreram em 28 de setembro (-3,65%) e em 5 de outubro (-4,44%). A prata, com componente industrial, retraiu mais que o ouro no trimestre.
O Ibovespa, no mesmo intervalo, operou entre mínimas e máximas do período sob influência do cenário eleitoral, dos preços de commodities e das expectativas para o Copom. O fechamento de 205.679,81 pontos no dia 23 de outubro representa variação positiva no mês em curso.
Resumo do fechamento diário (23/10/2026)
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial PTAX (compra) |
R$ 5,0371 |
-0,01% |
| Dólar comercial PTAX (venda) |
R$ 5,0377 |
-0,01% |
| Ibovespa (pontos) |
205.679,81 |
+0,92% |
Maiores altas do dia (dados B3 às 16h05)
| Código |
Nome completo da empresa |
Variação diária |
| AFLT3 |
Afluente Transmissão de Energia Elétrica S.A. |
+16,34% |
| AFLT3F |
Afluente Transmissão de Energia Elétrica S.A. |
+15,45% |
| AMER3 |
Americanas S.A. |
+13,13% |
| AMER3F |
Americanas S.A. |
+12,92% |
| HBOR3F |
Helbor Empreendimentos S.A. |
+12,60% |
Maiores baixas do dia (dados B3 às 16h05)
| Código |
Nome completo da empresa |
Variação diária |
| AZEV3F |
Azevedo & Travassos S.A. |
-15,37% |
| SEQL3F |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
-14,29% |
| ONCO11F |
Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. |
-10,53% |
| AZEV3 |
Azevedo & Travassos S.A. |
-10,10% |
| PSVM11 |
Porto Sudeste VM S.A. |
-10,00% |
Variação diária do dólar comercial PTAX (24/09 a 23/10/2026)
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Variação compra (%) |
Variação venda (%) |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
|
|
| 25/09/2026 |
5,1985 |
5,1991 |
+0,38 |
+0,38 |
| 28/09/2026 |
5,2126 |
5,2132 |
+0,27 |
+0,27 |
| 29/09/2026 |
5,2198 |
5,2204 |
+0,14 |
+0,14 |
| 30/09/2026 |
5,1803 |
5,1809 |
-0,76 |
-0,76 |
| 01/10/2026 |
5,2073 |
5,2079 |
+0,52 |
+0,52 |
| 02/10/2026 |
5,2232 |
5,2238 |
+0,31 |
+0,31 |
| 05/10/2026 |
4,9853 |
4,9859 |
-4,55 |
-4,55 |
| 06/10/2026 |
4,9692 |
4,9698 |
-0,32 |
-0,32 |
| 07/10/2026 |
4,9929 |
4,9935 |
+0,48 |
+0,48 |
| 08/10/2026 |
5,0113 |
5,0119 |
+0,37 |
+0,37 |
| 09/10/2026 |
4,9886 |
4,9892 |
-0,45 |
-0,45 |
| 13/10/2026 |
5,0090 |
5,0096 |
+0,41 |
+0,41 |
| 14/10/2026 |
5,0435 |
5,0441 |
+0,69 |
+0,69 |
| 15/10/2026 |
5,0515 |
5,0521 |
+0,16 |
+0,16 |
| 16/10/2026 |
5,0820 |
5,0826 |
+0,60 |
+0,60 |
| 19/10/2026 |
5,0558 |
5,0564 |
-0,52 |
-0,52 |
| 20/10/2026 |
5,0134 |
5,0140 |
-0,84 |
-0,84 |
| 21/10/2026 |
5,0270 |
5,0277 |
+0,27 |
+0,27 |
| 22/10/2026 |
5,0377 |
5,0383 |
+0,21 |
+0,21 |
| 23/10/2026 |
5,0371 |
5,0377 |
-0,01 |
-0,01 |
Variação diária do ouro comercial (por grama, em R$) (24/09 a 23/10/2026)
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Variação compra (%) |
Variação venda (%) |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
|
|
| 25/09/2026 |
717,2323 |
717,3151 |
+1,24 |
+1,24 |
| 28/09/2026 |
691,0513 |
691,1308 |
-3,65 |
-3,65 |
| 29/09/2026 |
697,4613 |
697,5414 |
+0,93 |
+0,93 |
| 30/09/2026 |
692,3684 |
692,4485 |
-0,73 |
-0,73 |
| 01/10/2026 |
698,2167 |
698,2971 |
+0,84 |
+0,84 |
| 02/10/2026 |
693,4679 |
693,5475 |
-0,68 |
-0,68 |
| 05/10/2026 |
662,6745 |
662,7542 |
-4,44 |
-4,44 |
| 06/10/2026 |
665,0428 |
665,1231 |
+0,36 |
+0,36 |
| 07/10/2026 |
658,9547 |
659,0339 |
-0,92 |
-0,92 |
| 08/10/2026 |
662,0822 |
662,1614 |
+0,47 |
+0,47 |
| 09/10/2026 |
672,2275 |
672,3083 |
+1,53 |
+1,53 |
| 13/10/2026 |
669,6524 |
669,7326 |
-0,38 |
-0,38 |
| 14/10/2026 |
661,6162 |
661,6949 |
-1,20 |
-1,20 |
| 15/10/2026 |
673,8927 |
673,9728 |
+1,86 |
+1,86 |
| 16/10/2026 |
680,9594 |
681,0398 |
+1,05 |
+1,05 |
| 19/10/2026 |
673,1194 |
673,1993 |
-1,15 |
-1,15 |
| 20/10/2026 |
665,7018 |
665,7814 |
-1,10 |
-1,10 |
| 21/10/2026 |
667,7736 |
667,8666 |
+0,31 |
+0,31 |
| 22/10/2026 |
655,9505 |
656,0286 |
-1,77 |
-1,77 |
| 23/10/2026 |
648,1086 |
648,1858 |
-1,20 |
-1,20 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa, volume e variações de ações), IBGE (IPCA-15), Refinitiv (ouro spot), Reuters, Datafolha e veículos de imprensa econômica.
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