Dolly Parton morre aos 80 anos nos Estados Unidos após combate contra câncer
Da Redação .
Foto(s): Reprodução Instagram
Cantora, compositora, empresária e filantropa deixa legado que abrange música, educação, saúde pública e economia regional; autoridades federais decretam luto oficial com redução de bandeiras por sete dias.
Dolly Rebecca Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, no Condado de Sevier, Tennessee. Morreu em 25 de agosto de 2026, no Centro de Câncer Vanderbilt-Ingram, em Nashville, aos 80 anos. A causa da morte foi câncer, conforme comunicado oficial de sua equipe. Parton estava acompanhada de familiares no momento do falecimento.
Sua carreira musical iniciou-se em apresentações em igrejas locais durante a infância. Aos 10 anos, começou a se apresentar em programas de rádio e televisão no Tennessee. Aos 13 anos, gravou seu primeiro single pela gravadora Goldband Records. Em 1964, mudou-se para Nashville após concluir o ensino médio, para dedicar-se profissionalmente à música.
Ao longo de seis décadas de carreira, Parton compôs mais de 3.000 músicas. Suas vendas globais, incluindo álbuns, singles, colaborações e downloads digitais, ultrapassam 100 milhões de cópias. Ela alcançou 25 singles em primeiro lugar na parada Hot Country Songs da Billboard, marca dividida com a cantora Reba McEntire como o maior número entre artistas femininas. Registrou 44 álbuns entre os 10 primeiros colocados na mesma parada de álbuns country. Seus conteúdos musicais somam mais de 3 bilhões de execuções em plataformas de streaming.
Recebeu 11 prêmios Grammy, de um total de 54 indicações, incluindo o prêmio de Conquista Vitalícia em 2011. Conquistou 10 prêmios Country Music Association, 13 prêmios Academy of Country Music, quatro prêmios People's Choice e três prêmios American Music. Em 1999, foi induzida ao Salão da Fama da Música Country. Em 2022, foi induzida ao Salão da Fama do Rock and Roll.
Além da música, Parton atuou em produções cinematográficas e televisivas. Entre os filmes em que participou estão 9 to 5, A Melhor Casa de Prazer do Texas e Magnólias de Aço. Também cofundou a produtora Sandollar Productions, responsável por séries e filmes.
Em 1986, inaugurou o parque temático Dollywood, em Pigeon Forge, Tennessee. O complexo tornou-se o maior empregador do Condado de Sevier, gerando 23.000 postos de trabalho diretos e indiretos na região. Estudos de 2021 do Departamento de Transportes do Tennessee indicam impacto econômico anual de US$ 1,8 bilhão para o estado. O parque recebe mais de 3,5 milhões de visitantes por temporada. Em 2022, a empresa anunciou programa de pagamento integral de mensalidades universitárias em instituições parceiras para todos os funcionários, incluindo os de regime parcial ou temporário, a partir do primeiro dia de trabalho. A fortuna de Parton foi estimada em US$ 450 milhões pela revista Forbes.
Sua atuação filantrópica abrangeu áreas de educação, saúde e assistência social. Em 1995, criou a Biblioteca da Imaginação, programa que envia livros gratuitos para crianças desde o nascimento até os cinco anos de idade, em homenagem a seu pai, que não sabia ler nem escrever. Desde sua criação, o programa distribuiu mais de 300 milhões de livros em cinco países. Em 2025, foram doados 40.356.668 livros, o que corresponde a um livro a cada 0,78 segundos.
Em abril de 2020, doou US$ 1 milhão ao Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, para pesquisa contra a COVID-19. Os recursos financiaram fases iniciais de estudos que contribuíram para o desenvolvimento da vacina mRNA-1273 da Moderna. A doação foi feita em homenagem ao médico Naji Abumrad, amigo pessoal de Parton.
Parton manteve posição de distanciamento em relação a debates partidários ao longo de sua carreira pública. Em 2016, após comentários sobre a eleição presidencial serem interpretados como endosso a uma candidata, emitiu comunicado esclarecendo que não havia apoiado nenhum candidato. Em declarações posteriores, afirmou não se envolver em questões políticas para não arriscar alienar parte de seu público.
Recusou duas vezes a oferta da Medalha Presidencial da Liberdade durante a administração de Donald Trump. A primeira vez por motivo de doença de seu marido, Carl Dean, e a segunda por não querer viajar durante a pandemia de COVID-19. A administração de Joe Biden também fez contato para conceder a mesma honraria, e Parton manifestou preocupação de que a aceitação pudesse ser interpretada como posicionamento político após as recusas anteriores.
Após o anúncio de sua morte, o presidente Donald Trump emitiu comunicado ordenando a redução de bandeiras em todas as instalações federais dos Estados Unidos por um período de sete dias, a partir das 18h de 25 de agosto. O ex-presidente Joe Biden classificou Parton como uma original americana e pioneira em todos os sentidos. O ex-presidente Barack Obama apontou sua trajetória de origens humildes, prêmios musicais, império empresarial e trabalho com alfabetização infantil. Os ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush também emitiram declarações de homenagem.
Antes de sua morte, Parton trabalhava em um musical da Broadway inspirado em sua vida, com estreia prevista para 2027. A produção incluirá novas músicas compostas por ela, além de sucessos já lançados. Quatro dias antes de falecer, divulgou comunicado informando que sua equipe estudava parcerias para desenvolvimento de shows com avatar de inteligência artificial, como forma de continuar levando sua música ao público sem necessidade de apresentações presenciais.
Em maio de 2026, Parton cancelou uma série de apresentações residenciais em Las Vegas, por motivo de tratamentos de saúde em andamento. Em 22 de agosto de 2026, três dias antes de sua morte, emitiu atualização sobre seu estado de saúde, informando que continuava ativa profissionalmente enquanto se recuperava e trabalhava em novas formas de distribuição de seu trabalho.
Um serviço funerário privado e restrito a familiares imediatos foi anunciado pela equipe de Parton. Detalhes sobre data e local não foram divulgados publicamente.
(*) Com informações das fontes: Variety, EFE, The Telegraph, Billboard Itália, Wikipédia em português, Rádio Itatiaia, GRAMMY.com, Infobae, Fortune, Il Post, ABC Color, The Times Latino, USA Today, Poder México, France 24, Bloomberg, Soap Central, The Straits Times, OK! Magazine, EL PAÍS English, International Business Times