"> Rombo Fiscal no Brasil completa três anos seguidos

 

Politica - 01/02/2026 - 07:49:02

 

Rombo Fiscal no Brasil completa três anos seguidos

 

Da Redação .

Foto(s): Divulgação / Ricardo Stuckert / PR

 

Déficit primário no Governo Central persiste de 2023 a 2025 no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Receitas crescem com impostos novos, mas despesas mantêm sequência de rombos.

Déficit primário no Governo Central persiste de 2023 a 2025 no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Receitas crescem com impostos novos, mas despesas mantêm sequência de rombos.

O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em janeiro de 2023, registra déficit primário no Governo Central por três anos consecutivos até 2025. O resultado primário mede receitas menos despesas, sem juros da dívida. Essa persistência ocorre em meio a metas fiscais definidas pelo arcabouço legal.

Valores do Déficit Primário

O Governo Central fechou 2023 com déficit de R$ 230,535 bilhões, ou 2,12% do PIB. Em 2024, o valor foi de R$ 11,032 bilhões, equivalente a 0,09% do PIB. Para 2025, o déficit totalizou R$ 61,69 bilhões, ou 0,48% do PIB.

A variação nominal de 2023 para 2024 foi de menos R$ 219,503 bilhões. De 2024 para 2025, a variação nominal chegou a mais R$ 50,658 bilhões. Esses números refletem ajustes por despesas excluídas da meta, como precatórios e calamidades.

Ano Déficit (R$ bilhões) % PIB Variação Nominal (R$ bilhões)
2023 230,5 2,12 -
2024 11,0 0,09 -219,5
2025 61,7 0,48 +50,7

Evolução das Receitas

A arrecadação federal totalizou R$ 2,652 trilhões em 2024, alta real de 9,62% sobre 2023. Receita líquida do Governo Central subiu para R$ 2,161 trilhões. Novos impostos contribuíram com R$ 22 bilhões extras, incluindo taxação de fundos exclusivos, offshores, IRPJ e CSLL.

Em 2025, a arrecadação federal bateu R$ 2,89 trilhões, alta real de 3,75% sobre 2024. Receita líquida cresceu 2,8% para R$ 2,332 trilhões. Impulsionadores incluíram IOF (+21,3%, R$ 15,4 bilhões), IR Pessoa Física (+5,2%, R$ 43,6 bilhões) e royalties de petróleo (+11,7%, R$ 14,8 bilhões).

Período Alta Real Receita Federal Fatores Principais Chave
2023-2024 9,62% (R$ 2,652 tri) Novos impostos (R$ 22 bi), massa salarial
2024-2025 3,75% (R$ 2,89 tri) IOF, IRPF, royalties, atividade serviços

Fatores Políticos e Técnicos

Pagamentos de precatórios em 2023 somaram R$ 92,4 bilhões, elevando o déficit. Em 2024, exclusões de R$ 32 bilhões por enchentes no Sul permitiram cumprimento da meta. Gastos com Previdência e BPC cresceram em 2025, contribuindo para o resultado. O governo adotou 27 ações de elevação tributária até 2025.

Condições Macroeconômicas

Despesas totais do Governo Central foram R$ 2,205 trilhões em 2024. No setor público consolidado, o déficit primário de 2025 ficou em R$ 55 bilhões, com nominal acima de R$ 1 trilhão por juros.

Especulação Externa por China

A China impulsionou demanda por ouro e prata em 2025, com especuladores preparando o terreno para picos de preços. Empresas chinesas, como CMOC, investiram US$ 1 bilhão em minas de ouro no Brasil. Essa atividade elevou cotações antes de quedas recentes de 20% no ouro e 16% na prata.

Esses investimentos estrangeiros ocorrem durante os déficits fiscais, mas focam em reservas estratégicas chinesas.

(*) Com informações das fontes: Portal Gov.br, Poder360, CNN Brasil, Agência Brasil, G1 Globo, InfoMoney, Gazeta do Povo, Receita Federal.

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