"> Dólar sobe, ouro cai e Ibovespa sobe

 

Economia - 06/11/2026 - 17:24:49

 

Dólar sobe, ouro cai e Ibovespa sobe

Dólar fecha a R$ 5,50 com alta de 0,72%; Ibovespa sobe 0,99%, a 168.354 pontos

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

No dia do payroll americano, a moeda norte-americana renovou a máxima do período e o índice da B3 interrompeu sequência de seis pregões com variação negativa. Investidores repercutiram a proposta de redução da Selic de Lara Resende, a venda das ações chinesas e o recuo do ouro após US$ 4.146 a onça.

No dia do payroll americano, a moeda norte-americana renovou a máxima do período e o índice da B3 interrompeu sequência de seis pregões com variação negativa. Investidores repercutiram a proposta de redução da Selic de Lara Resende, a venda das ações chinesas e o recuo do ouro após US$ 4.146 a onça.

O fechamento de 6 de novembro

O dólar comercial encerrou o pregão de sexta-feira, 6 de novembro de 2026, com alta de 0,72%. A taxa PTAX de compra foi fixada em R$ 5,5007 e a de venda em R$ 5,5013, após fechamento de R$ 5,4615 (compra) e R$ 5,4621 (venda) em 5 de novembro. O Ibovespa, índice da B3, terminou o dia em 168.354,78 pontos, com variação positiva de 0,99% sobre os 166.704,37 pontos do fechamento anterior.

O que pesou no dólar e na bolsa

QRCODE

O dia coincidiu com a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, referência para a trajetória dos juros americanos. Antes da abertura, a moeda norte-americana já operava em alta, cotada perto de R$ 5,50, e o índice de dólar frente a moedas fortes (DXY) marcava 101,56. No exterior, ações asiáticas fecharam em queda e o setor de inteligência artificial voltou a ser vendido, depois que resultados de empresas de tecnologia reacenderam dúvidas sobre valuations. O petróleo bruto era negociado perto de US$ 90,50 o barril.

No cenário doméstico, os operadores acompanharam o desdobramento da proposta do economista André Lara Resende de reduzir a Selic dos atuais 13,75% para 7,5% ao ano em 12 meses e depois fixá-la entre 3% e 5,5%, com criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. O tema entrou no radar do governo na última semana de outubro e provocou ajustes de posição entre gestores, em meio a questionamentos sobre inflação e risco fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou em 2 de novembro que haja discussão interna sobre a proposta e informou não haver reunião marcada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista. Ainda assim, o Ibovespa registrou seis pregões com variação negativa até 5 de novembro. Em 6, com o payroll e ajustes de posição após a sequência de perdas, o índice voltou a subir.

Ouro e prata após o episódio da China

O episódio de venda das ações chinesas teve impacto no mês. Em 22 de outubro, o índice CSI 300 acumulava baixa de 20% em relação à máxima de junho, ingressando em território de bear market, com perdas estimadas em US$ 3,5 trilhões no mercado acionário chinês. O setor de inteligência artificial e semicondutores chegou a cair 40%, e o índice STAR 50 sofreu pressão. A demanda física de ouro na China atuou como suporte: os volumes do contrato AU99.99 da Bolsa de Ouro de Xangai saltaram para o maior nível desde abril, em torno de 430 toneladas, com compradores domésticos comprando a queda. Em 4 de novembro, ações de mineradoras de ouro na China subiram, com várias atingindo o limite diário de alta.

A prata, por sua vez, acumulou baixa de cerca de 14% em outubro, ante recuo de 3,5% a 3,8% do ouro no mesmo período. A razão ouro-prata chegou a 77,1 em 29 de outubro. O ouro à vista, em dólares, atingiu US$ 4.146,63 na quinta-feira, 5 de novembro, e recuou no dia seguinte para US$ 4.055,29 a onça, variação de -0,77% no pregão de 6 de novembro. A marca de US$ 4.000 segue como referência para os operadores. O banco Goldman Sachs reduziu sua previsão para o preço do ouro em US$ 500. No Brasil, a cotação do ouro por grama variou -0,06% em 6 de novembro, para R$ 717,17 (compra) e R$ 717,25 (venda).

Visão do último mês

Entre 7 de outubro e 6 de novembro, o dólar comercial de compra passou de R$ 4,9929 para R$ 5,5007, alta acumulada de 10,17%. A inflexão ocorreu em 26 de outubro, primeiro pregão após o domingo do segundo turno das eleições presidenciais e em meio à venda de ativos chineses. Na data, a PTAX de compra saltou de R$ 5,0371 para R$ 5,4998, variação de +9,19% em um único pregão. No dia seguinte, 27 de outubro, houve ajuste de -3,01%. Nos pregões seguintes, a PTAX de compra oscilou entre R$ 5,3340 e R$ 5,5007 até 6 de novembro. A mínima do período foi R$ 4,9886, em 9 de outubro, e a máxima, R$ 5,5007, em 6 de novembro.

O ouro, por grama e em reais, variou +8,83% no mesmo intervalo, de R$ 658,9547 para R$ 717,1708. A alta do metal em reais foi inferior à desvalorização do real: em dólares, o ouro à vista recuou 1,22% entre 7 de outubro e 6 de novembro, de US$ 4.105,22 para US$ 4.055,29 a onça. A mínima do ouro à vista no período foi US$ 3.897,31, em 30 de outubro, quando o metal sofreu venda por liquidez e caiu mais de 3% no dia. A máxima foi US$ 4.191,37, em 9 de outubro.

Resumo do fechamento diário (06/11/2026)

Ativo Valor de fechamento Variação diária
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,5007 +0,72%
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,5013 +0,72%
Ibovespa (pontos) 168.354,78 +0,99%

Maiores altas do Ibovespa em 06/11/2026

Código Empresa Variação diária
AZEV4 Azevedo & Travassos S.A. (ações preferenciais) +16,67%
DASA3F Diagnósticos da América S.A. +16,55%
DASA3 Diagnósticos da América S.A. +13,56%
LUXM4 Trevisa Investimentos S.A. (ações preferenciais) +12,58%
MDNE3 Moura Dubeux Engenharia S.A. +11,60%

Maiores baixas do Ibovespa em 06/11/2026

Código Empresa Variação diária
JFEN3F João Fortes Engenharia S.A. -23,22%
JFEN3 João Fortes Engenharia S.A. -19,44%
ESTR4 Manufatura de Brinquedos Estrela S.A. (ações preferenciais) -14,89%
BRKM6F Braskem S.A. (ações preferenciais B conversíveis) -12,17%
FESA3F Companhia Ferro Ligas da Bahia -11,39%

Variação mensal do dólar comercial (PTAX), 07/10 a 06/11/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
07/10/2026 4,9929 4,9935 - -
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45 -0,45
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41 +0,41
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69 +0,69
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16 +0,16
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60 +0,60
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52 -0,52
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84 -0,84
21/10/2026 5,0270 5,0277 +0,27 +0,27
22/10/2026 5,0377 5,0383 +0,21 +0,21
23/10/2026 5,0371 5,0377 -0,01 -0,01
26/10/2026 5,4998 5,5007 +9,19 +9,19
27/10/2026 5,3340 5,3346 -3,01 -3,02
28/10/2026 5,3414 5,3420 +0,14 +0,14
29/10/2026 5,3738 5,3744 +0,61 +0,61
30/10/2026 5,4206 5,4212 +0,87 +0,87
03/11/2026 5,4929 5,4935 +1,33 +1,33
04/11/2026 5,4772 5,4778 -0,29 -0,29
05/11/2026 5,4615 5,4621 -0,29 -0,29
06/11/2026 5,5007 5,5013 +0,72 +0,72

Variação mensal do ouro comercial (por grama), 07/10 a 06/11/2026

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Var. compra (%) Var. venda (%)
07/10/2026 658,9547 659,0339 - -
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47 +0,47
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53 +1,53
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38 -0,38
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20 -1,20
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86 +1,86
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05 +1,05
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15 -1,15
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10 -1,10
21/10/2026 667,7736 667,8666 +0,31 +0,31
22/10/2026 655,9505 656,0286 -1,77 -1,77
23/10/2026 648,1086 648,1858 -1,20 -1,20
26/10/2026 710,3849 710,5012 +9,61 +9,61
27/10/2026 696,7995 696,8779 -1,91 -1,92
28/10/2026 694,0489 694,1268 -0,39 -0,39
29/10/2026 694,6484 694,7260 +0,09 +0,09
30/10/2026 679,1881 679,2633 -2,23 -2,23
03/11/2026 695,0399 695,1158 +2,33 +2,33
04/11/2026 712,9914 713,0695 +2,58 +2,58
05/11/2026 717,5798 717,6587 +0,64 +0,64
06/11/2026 717,1708 717,2490 -0,06 -0,06

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação do ouro), B3 (Ibovespa e ações), e veículos de informação econômica (Investidor10, Metrópoles, Bloomberg Línea, TV Connect USA, XTB, Gate, Coinpedia, SBT News e Jovem Pan).

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