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O fechamento de 6 de novembro
O dólar comercial encerrou o pregão de sexta-feira, 6 de novembro de 2026, com alta de 0,72%. A taxa PTAX de compra foi fixada em R$ 5,5007 e a de venda em R$ 5,5013, após fechamento de R$ 5,4615 (compra) e R$ 5,4621 (venda) em 5 de novembro. O Ibovespa, índice da B3, terminou o dia em 168.354,78 pontos, com variação positiva de 0,99% sobre os 166.704,37 pontos do fechamento anterior.
O que pesou no dólar e na bolsa
O dia coincidiu com a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, referência para a trajetória dos juros americanos. Antes da abertura, a moeda norte-americana já operava em alta, cotada perto de R$ 5,50, e o índice de dólar frente a moedas fortes (DXY) marcava 101,56. No exterior, ações asiáticas fecharam em queda e o setor de inteligência artificial voltou a ser vendido, depois que resultados de empresas de tecnologia reacenderam dúvidas sobre valuations. O petróleo bruto era negociado perto de US$ 90,50 o barril.
No cenário doméstico, os operadores acompanharam o desdobramento da proposta do economista André Lara Resende de reduzir a Selic dos atuais 13,75% para 7,5% ao ano em 12 meses e depois fixá-la entre 3% e 5,5%, com criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. O tema entrou no radar do governo na última semana de outubro e provocou ajustes de posição entre gestores, em meio a questionamentos sobre inflação e risco fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou em 2 de novembro que haja discussão interna sobre a proposta e informou não haver reunião marcada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista. Ainda assim, o Ibovespa registrou seis pregões com variação negativa até 5 de novembro. Em 6, com o payroll e ajustes de posição após a sequência de perdas, o índice voltou a subir.
Ouro e prata após o episódio da China
O episódio de venda das ações chinesas teve impacto no mês. Em 22 de outubro, o índice CSI 300 acumulava baixa de 20% em relação à máxima de junho, ingressando em território de bear market, com perdas estimadas em US$ 3,5 trilhões no mercado acionário chinês. O setor de inteligência artificial e semicondutores chegou a cair 40%, e o índice STAR 50 sofreu pressão. A demanda física de ouro na China atuou como suporte: os volumes do contrato AU99.99 da Bolsa de Ouro de Xangai saltaram para o maior nível desde abril, em torno de 430 toneladas, com compradores domésticos comprando a queda. Em 4 de novembro, ações de mineradoras de ouro na China subiram, com várias atingindo o limite diário de alta.
A prata, por sua vez, acumulou baixa de cerca de 14% em outubro, ante recuo de 3,5% a 3,8% do ouro no mesmo período. A razão ouro-prata chegou a 77,1 em 29 de outubro. O ouro à vista, em dólares, atingiu US$ 4.146,63 na quinta-feira, 5 de novembro, e recuou no dia seguinte para US$ 4.055,29 a onça, variação de -0,77% no pregão de 6 de novembro. A marca de US$ 4.000 segue como referência para os operadores. O banco Goldman Sachs reduziu sua previsão para o preço do ouro em US$ 500. No Brasil, a cotação do ouro por grama variou -0,06% em 6 de novembro, para R$ 717,17 (compra) e R$ 717,25 (venda).
Visão do último mês
Entre 7 de outubro e 6 de novembro, o dólar comercial de compra passou de R$ 4,9929 para R$ 5,5007, alta acumulada de 10,17%. A inflexão ocorreu em 26 de outubro, primeiro pregão após o domingo do segundo turno das eleições presidenciais e em meio à venda de ativos chineses. Na data, a PTAX de compra saltou de R$ 5,0371 para R$ 5,4998, variação de +9,19% em um único pregão. No dia seguinte, 27 de outubro, houve ajuste de -3,01%. Nos pregões seguintes, a PTAX de compra oscilou entre R$ 5,3340 e R$ 5,5007 até 6 de novembro. A mínima do período foi R$ 4,9886, em 9 de outubro, e a máxima, R$ 5,5007, em 6 de novembro.
O ouro, por grama e em reais, variou +8,83% no mesmo intervalo, de R$ 658,9547 para R$ 717,1708. A alta do metal em reais foi inferior à desvalorização do real: em dólares, o ouro à vista recuou 1,22% entre 7 de outubro e 6 de novembro, de US$ 4.105,22 para US$ 4.055,29 a onça. A mínima do ouro à vista no período foi US$ 3.897,31, em 30 de outubro, quando o metal sofreu venda por liquidez e caiu mais de 3% no dia. A máxima foi US$ 4.191,37, em 9 de outubro.
Resumo do fechamento diário (06/11/2026)
| Ativo |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial (compra PTAX) |
R$ 5,5007 |
+0,72% |
| Dólar comercial (venda PTAX) |
R$ 5,5013 |
+0,72% |
| Ibovespa (pontos) |
168.354,78 |
+0,99% |
Maiores altas do Ibovespa em 06/11/2026
| Código |
Empresa |
Variação diária |
| AZEV4 |
Azevedo & Travassos S.A. (ações preferenciais) |
+16,67% |
| DASA3F |
Diagnósticos da América S.A. |
+16,55% |
| DASA3 |
Diagnósticos da América S.A. |
+13,56% |
| LUXM4 |
Trevisa Investimentos S.A. (ações preferenciais) |
+12,58% |
| MDNE3 |
Moura Dubeux Engenharia S.A. |
+11,60% |
Maiores baixas do Ibovespa em 06/11/2026
| Código |
Empresa |
Variação diária |
| JFEN3F |
João Fortes Engenharia S.A. |
-23,22% |
| JFEN3 |
João Fortes Engenharia S.A. |
-19,44% |
| ESTR4 |
Manufatura de Brinquedos Estrela S.A. (ações preferenciais) |
-14,89% |
| BRKM6F |
Braskem S.A. (ações preferenciais B conversíveis) |
-12,17% |
| FESA3F |
Companhia Ferro Ligas da Bahia |
-11,39% |
Variação mensal do dólar comercial (PTAX), 07/10 a 06/11/2026
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 07/10/2026 |
4,9929 |
4,9935 |
- |
- |
| 08/10/2026 |
5,0113 |
5,0119 |
+0,37 |
+0,37 |
| 09/10/2026 |
4,9886 |
4,9892 |
-0,45 |
-0,45 |
| 13/10/2026 |
5,0090 |
5,0096 |
+0,41 |
+0,41 |
| 14/10/2026 |
5,0435 |
5,0441 |
+0,69 |
+0,69 |
| 15/10/2026 |
5,0515 |
5,0521 |
+0,16 |
+0,16 |
| 16/10/2026 |
5,0820 |
5,0826 |
+0,60 |
+0,60 |
| 19/10/2026 |
5,0558 |
5,0564 |
-0,52 |
-0,52 |
| 20/10/2026 |
5,0134 |
5,0140 |
-0,84 |
-0,84 |
| 21/10/2026 |
5,0270 |
5,0277 |
+0,27 |
+0,27 |
| 22/10/2026 |
5,0377 |
5,0383 |
+0,21 |
+0,21 |
| 23/10/2026 |
5,0371 |
5,0377 |
-0,01 |
-0,01 |
| 26/10/2026 |
5,4998 |
5,5007 |
+9,19 |
+9,19 |
| 27/10/2026 |
5,3340 |
5,3346 |
-3,01 |
-3,02 |
| 28/10/2026 |
5,3414 |
5,3420 |
+0,14 |
+0,14 |
| 29/10/2026 |
5,3738 |
5,3744 |
+0,61 |
+0,61 |
| 30/10/2026 |
5,4206 |
5,4212 |
+0,87 |
+0,87 |
| 03/11/2026 |
5,4929 |
5,4935 |
+1,33 |
+1,33 |
| 04/11/2026 |
5,4772 |
5,4778 |
-0,29 |
-0,29 |
| 05/11/2026 |
5,4615 |
5,4621 |
-0,29 |
-0,29 |
| 06/11/2026 |
5,5007 |
5,5013 |
+0,72 |
+0,72 |
Variação mensal do ouro comercial (por grama), 07/10 a 06/11/2026
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 07/10/2026 |
658,9547 |
659,0339 |
- |
- |
| 08/10/2026 |
662,0822 |
662,1614 |
+0,47 |
+0,47 |
| 09/10/2026 |
672,2275 |
672,3083 |
+1,53 |
+1,53 |
| 13/10/2026 |
669,6524 |
669,7326 |
-0,38 |
-0,38 |
| 14/10/2026 |
661,6162 |
661,6949 |
-1,20 |
-1,20 |
| 15/10/2026 |
673,8927 |
673,9728 |
+1,86 |
+1,86 |
| 16/10/2026 |
680,9594 |
681,0398 |
+1,05 |
+1,05 |
| 19/10/2026 |
673,1194 |
673,1993 |
-1,15 |
-1,15 |
| 20/10/2026 |
665,7018 |
665,7814 |
-1,10 |
-1,10 |
| 21/10/2026 |
667,7736 |
667,8666 |
+0,31 |
+0,31 |
| 22/10/2026 |
655,9505 |
656,0286 |
-1,77 |
-1,77 |
| 23/10/2026 |
648,1086 |
648,1858 |
-1,20 |
-1,20 |
| 26/10/2026 |
710,3849 |
710,5012 |
+9,61 |
+9,61 |
| 27/10/2026 |
696,7995 |
696,8779 |
-1,91 |
-1,92 |
| 28/10/2026 |
694,0489 |
694,1268 |
-0,39 |
-0,39 |
| 29/10/2026 |
694,6484 |
694,7260 |
+0,09 |
+0,09 |
| 30/10/2026 |
679,1881 |
679,2633 |
-2,23 |
-2,23 |
| 03/11/2026 |
695,0399 |
695,1158 |
+2,33 |
+2,33 |
| 04/11/2026 |
712,9914 |
713,0695 |
+2,58 |
+2,58 |
| 05/11/2026 |
717,5798 |
717,6587 |
+0,64 |
+0,64 |
| 06/11/2026 |
717,1708 |
717,2490 |
-0,06 |
-0,06 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação do ouro), B3 (Ibovespa e ações), e veículos de informação econômica (Investidor10, Metrópoles, Bloomberg Línea, TV Connect USA, XTB, Gate, Coinpedia, SBT News e Jovem Pan).
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