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Fechamento de 30 de setembro de 2026
O Ibovespa encerrou a sessão de 30 de setembro de 2026 em 186.752,25 pontos, com variação positiva de 1,60% ante o fechamento anterior de 183.811,79 pontos, o equivalente a 2.940,46 pontos. No mesmo dia, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central após as 16h, foi fixada em R$ 5,1803 na compra e R$ 5,1809 na venda. Em relação a 29 de setembro, quando a PTAX estava em R$ 5,2198 (compra) e R$ 5,2204 (venda), a moeda norte-americana registrou variação de menos 0,76% em ambas as modalidades.
A sessão de 30 de setembro correspondeu ao último dia útil do mês e do trimestre. Entre os fatores que influenciaram o desempenho do dia estão a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos, que alteraram as expectativas sobre o ritmo de cortes de juros da reserva federal, e o ajuste de posições de investidores no encerramento do mês, movimento que costuma incidir sobre a formação da PTAX. No Brasil, o calendário eleitoral e a condução da política fiscal seguiram sendo monitorados pelos agentes. Dois dias antes, em 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) havia reduzido a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo, decisão unânime. A ata da reunião, divulgada em 21 de setembro, manteve aberta a possibilidade de novos ajustes, mas associou o ritmo futuro aos dados de inflação, atividade e expectativas.
Ouro, prata e o caso da China
O ouro comercial, cotado por grama em reais pelo Banco Central, fechou 30 de setembro com compra a R$ 692,3684 e venda a R$ 692,4485, variação de menos 0,73% no dia. O ouro spot internacional encerrou a US$ 4.156,90 por onça, com variação positiva de 0,03% na sessão. No acumulado de setembro, a cotação do ouro em reais recuou 6,16%, e o spot internacional recuou 6,15%, partindo de US$ 4.429,49 por onça em 31 de agosto. A maior queda diária do período ocorreu em 28 de setembro, quando o preço do grama em reais caiu 3,65% e o spot internacional caiu 3,92%.
A China esteve no centro do debate sobre metais preciosos ao longo do mês. Dados alfandegários chineses indicam que o país importou 1.141 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, com desembolso de US$ 158,8 bilhões, volume superior às 866 toneladas registradas em todo o ano de 2025. No ritmo atual, as importações poderiam chegar a cerca de 1.700 toneladas em 2026. O Banco Popular da China acrescentou 20,2 toneladas às reservas oficiais em agosto, maior adição mensal desde outubro de 2023, estendendo a sequência de compras a 22 meses consecutivos e elevando as reservas reportadas a 2.387 toneladas. A maior parte do fluxo, contudo, corresponde a demanda privada e institucional, e não a compras do banco central.
No mercado de prata, o diferencial entre os preços de Xangai e de Nova York ampliou-se. Em 25 de setembro, a prata negociada na Bolsa de Futuros de Xangai apresentava prêmio de 13,56% sobre a prata do COMEX. A cotação internacional da prata manteve teste na região de US$ 60 por onça no período. Dados chineses de importação de prata no primeiro trimestre de 2026 somaram cerca de 1.626 toneladas, patamar acima da média histórica para o período. A combinação de compras físicas na Ásia e correção de preços nos mercados ocidentais contribuiu para a volatilidade observada nos metais preciosos na segunda metade do mês, com impacto sobre as ações do setor de minério e sobre o sentimento de risco global.
Visão do mês de setembro
No câmbio, a PTAX do dólar variou entre mínima de R$ 5,0850 na compra, em 8 de setembro, e máxima de R$ 5,2198, em 29 de setembro. De 31 de agosto a 30 de setembro, a taxa de compra passou de R$ 5,1810 para R$ 5,1803, variação de menos 0,01% no mês. A trajetória foi marcada por movimento de alta a partir de 21 de setembro, com seis altas consecutivas entre 22 e 29 de setembro, interrompida no último dia do mês. Entre os fatores externos do período estiveram a expectativa por cortes de juros nos Estados Unidos, o preço do petróleo e o fluxo de portfólio para ativos emergentes. Internamente, o quinto corte consecutivo da Selic, para 13,75% ao ano, e a discussão fiscal e eleitoral influenciaram a precificação do risco Brasil.
O Ibovespa partiu de 177.419 pontos no fechamento de agosto e chegou a 186.752,25 pontos em 30 de setembro, variação positiva de 5,26% no mês. Papéis de bancos, de petróleo e de consumo foram citados pelos agentes como destaque do período. O mercado acompanhou ainda os dados de emprego: a taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em agosto ficou em 5,3%, conforme dados oficiais.
Resumo do fechamento diário (30/09/2026)
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial (compra PTAX) |
R$ 5,1803 |
menos 0,76% |
| Dólar comercial (venda PTAX) |
R$ 5,1809 |
menos 0,76% |
| Ibovespa (pontos) |
186.752,25 |
mais 1,60% |
Maiores altas do pregão da B3
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| FSPE11F |
Fiset Pesca FISET FSPE Pfd |
mais 38,89% |
| FSRF11F |
Fiset FI Ref Pfd |
mais 28,57% |
| CTAX3 |
Contax Participações S.A. |
mais 18,83% |
| CTAX3F |
Contax Participações S.A. |
mais 17,86% |
| TOKY3F |
Grupo Toky S.A. |
mais 15,28% |
Maiores baixas do pregão da B3
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| SEQL3F |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
menos 12,50% |
| JFEN3F |
João Fortes Engenharia S.A. |
menos 8,33% |
| COCE3 |
Companhia Energética do Ceará (Coelce) |
menos 8,31% |
| NORDF3 |
Nordon Indústrias Metalúrgicas S.A. |
menos 7,35% |
| AZUL97 |
Azul S.A. |
menos 6,12% |
Variação diária do dólar comercial PTAX em setembro de 2026
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra |
Var. venda |
| 31/08/2026 |
5,1810 |
5,1816 |
base |
base |
| 01/09/2026 |
5,1564 |
5,1570 |
menos 0,47% |
menos 0,47% |
| 02/09/2026 |
5,1267 |
5,1273 |
menos 0,58% |
menos 0,58% |
| 03/09/2026 |
5,0956 |
5,0962 |
menos 0,61% |
menos 0,61% |
| 04/09/2026 |
5,1247 |
5,1253 |
mais 0,57% |
mais 0,57% |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
menos 0,77% |
menos 0,77% |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
mais 0,24% |
mais 0,24% |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
mais 0,33% |
mais 0,33% |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
menos 0,45% |
menos 0,45% |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
mais 1,53% |
mais 1,53% |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
menos 0,40% |
menos 0,40% |
| 16/09/2026 |
5,1520 |
5,1527 |
mais 0,07% |
mais 0,07% |
| 17/09/2026 |
5,1515 |
5,1521 |
menos 0,01% |
menos 0,01% |
| 18/09/2026 |
5,1569 |
5,1575 |
mais 0,10% |
mais 0,10% |
| 21/09/2026 |
5,1111 |
5,1117 |
menos 0,89% |
menos 0,89% |
| 22/09/2026 |
5,1155 |
5,1161 |
mais 0,09% |
mais 0,09% |
| 23/09/2026 |
5,1408 |
5,1414 |
mais 0,49% |
mais 0,49% |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
mais 0,74% |
mais 0,74% |
| 25/09/2026 |
5,1985 |
5,1991 |
mais 0,38% |
mais 0,38% |
| 28/09/2026 |
5,2126 |
5,2132 |
mais 0,27% |
mais 0,27% |
| 29/09/2026 |
5,2198 |
5,2204 |
mais 0,14% |
mais 0,14% |
| 30/09/2026 |
5,1803 |
5,1809 |
menos 0,76% |
menos 0,76% |
Variação diária do ouro comercial (por grama, em R$) em setembro de 2026
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra |
Var. venda |
| 31/08/2026 |
737,8240 |
737,9094 |
base |
base |
| 01/09/2026 |
724,8243 |
724,9086 |
menos 1,76% |
menos 1,76% |
| 02/09/2026 |
720,7507 |
720,8351 |
menos 0,56% |
menos 0,56% |
| 03/09/2026 |
735,7205 |
735,8071 |
mais 2,08% |
mais 2,08% |
| 04/09/2026 |
731,1599 |
731,2455 |
menos 0,62% |
menos 0,62% |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
menos 1,77% |
menos 1,77% |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
mais 0,36% |
mais 0,36% |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
menos 0,38% |
menos 0,38% |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
menos 0,38% |
menos 0,38% |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
menos 0,39% |
menos 0,39% |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
menos 0,34% |
menos 0,34% |
| 16/09/2026 |
720,7611 |
720,8590 |
mais 1,51% |
mais 1,51% |
| 17/09/2026 |
723,6269 |
723,7112 |
mais 0,40% |
mais 0,40% |
| 18/09/2026 |
722,1538 |
722,2378 |
menos 0,20% |
menos 0,20% |
| 21/09/2026 |
714,2398 |
714,3236 |
menos 1,10% |
menos 1,10% |
| 22/09/2026 |
711,8703 |
711,9538 |
menos 0,33% |
menos 0,33% |
| 23/09/2026 |
707,7093 |
707,7919 |
menos 0,58% |
menos 0,58% |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
mais 0,11% |
mais 0,11% |
| 25/09/2026 |
717,2323 |
717,3151 |
mais 1,24% |
mais 1,24% |
| 28/09/2026 |
691,0513 |
691,1308 |
menos 3,65% |
menos 3,65% |
| 29/09/2026 |
697,4613 |
697,5414 |
mais 0,93% |
mais 0,93% |
| 30/09/2026 |
692,3684 |
692,4485 |
menos 0,73% |
menos 0,73% |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação do ouro), B3 (Ibovespa e lista de maiores altas e baixas do pregão), Refinitiv, Copom (ata e decisão da Selic de setembro de 2026), Heraeus (estimativa de importações de ouro da China), Banco Popular da China (reservas oficiais), Shanghai Metals Market (metais preciosos) e órgãos de imprensa econômica.
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