"> Dólar sobe ouro e Ibovespa caem

 

Economia - 13/03/2026 - 17:13:49

 

Dólar sobe ouro e Ibovespa caem

Dólar avança e Ibovespa recua no fechamento com pressão externa e ajuste local

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

A PTAX de compra subiu para R$ 5,2535 em 13 de março, enquanto o Ibovespa caiu para 177.621,58 pontos. O pregão foi marcado por ajuste após perdas recentes, cautela global, oscilação de commodities metálicas e repercussão de movimentos ligados à China.

A PTAX de compra subiu para R$ 5,2535 em 13 de março, enquanto o Ibovespa caiu para 177.621,58 pontos. O pregão foi marcado por ajuste após perdas recentes, cautela global, oscilação de commodities metálicas e repercussão de movimentos ligados à China.

No fechamento de 13 de março de 2026, o dólar comercial pela PTAX de compra encerrou a R$ 5,2535 e a venda a R$ 5,2541, acima dos R$ 5,2045 e R$ 5,2051 do dia útil anterior. Na B3, o Ibovespa terminou aos 177.621,58 pontos, abaixo dos 179.118,29 pontos de 12 de março. O movimento combinado indica valorização da moeda norte americana e recuo do principal índice acionário brasileiro no encerramento da sessão.

A variação diária da PTAX de compra foi de 0,94%, enquanto a PTAX de venda avançou 0,94%. No Ibovespa, a queda diária foi de 0,84%. O desempenho ocorreu em um ambiente de cautela nos mercados, após sessões recentes de aumento da aversão ao risco no exterior, com repercussões sobre câmbio, renda variável e ativos ligados a commodities metálicas.

No ambiente externo, o mercado seguiu sensível a fatores geopolíticos e ao reposicionamento global em ativos de proteção. Nas últimas sessões, episódios de aversão ao risco haviam ampliado a procura por dólar e reduzido a exposição a bolsas, inclusive no Brasil. Ao mesmo tempo, ouro e prata continuaram no radar depois da volatilidade associada ao fluxo especulativo vindo da China, tema que passou a influenciar a precificação internacional dos metais e a leitura sobre proteção, liquidez e realização de lucros. Com a oscilação desses contratos, parte dos investidores recalibrou posições em mercados emergentes, o que ajudou a sustentar pressão sobre o câmbio e limitou a sustentação do índice brasileiro.

No plano doméstico, o pregão também refletiu ajuste de posições depois de um período de oscilação mais ampla no início de março. O Ibovespa vinha de perdas nas sessões anteriores e voltou a operar em faixa inferior aos recordes observados no começo do ano. O dólar, por sua vez, manteve trajetória de recomposição após dias de variação mais intensa, em um quadro em que o mercado continua reagindo a dados de inflação, juros, fluxo externo e percepção fiscal.

Na janela de aproximadamente 20 dias úteis encerrada em 13 de março, a PTAX de compra saiu de R$ 5,2343 em 18 de fevereiro para R$ 5,2535 em 13 de março, o que representa alta acumulada de cerca de 0,37%. Nesse intervalo, a taxa chegou a R$ 5,1376 em 26 de fevereiro e alcançou R$ 5,2872 em 6 de março. O comportamento mostra uma fase de oscilação dentro de banda relativamente estreita no fim de fevereiro, seguida por aceleração no início de março e manutenção em patamar acima de R$ 5,20 na maior parte dos últimos pregões.

No ouro comercial, a cotação de compra passou de R$ 839,3682 por grama em 18 de fevereiro para R$ 849,1191 em 13 de março, com alta acumulada de cerca de 1,16% no período. Houve avanço até R$ 881,4206 em 2 de março, seguido por recuo nos pregões posteriores. Essa trajetória ajuda a explicar parte do comportamento defensivo dos investidores no mês, uma vez que o metal continuou sendo usado como referência de proteção em meio à volatilidade internacional, enquanto a prata permaneceu exposta a movimentos mais bruscos após a reversão da onda especulativa observada na China no fim de janeiro.

No mercado acionário, a perda diária do Ibovespa ocorreu em um contexto de menor apetite por risco e de ajuste de preços em papéis específicos. Entre as maiores altas do dia, apareceram ações de menor capitalização e empresas fora do núcleo mais pesado do índice, enquanto entre as maiores baixas houve quedas concentradas em companhias ligadas a consumo, indústria e incorporação. Esse quadro mostra dispersão de desempenho entre os ativos negociados e ausência de direção única entre os papéis de maior liquidez no encerramento informado.

Resumo do fechamento diário

Indicador Valor em 13/03/2026 Valor em 12/03/2026 Variação diária
Dólar PTAX compra R$ 5,2535 R$ 5,2045 0,94%
Dólar PTAX venda R$ 5,2541 R$ 5,2051 0,94%
Ibovespa 177.621,58 179.118,29 -0,84%

Maiores Altas

Código Nome completo da empresa Variação diária
SOND5 Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A 18,54%
DOTZ3 Dotz SA 8,90%
FICT3 Fictor Alimentos SA 8,51%
IFCM3 Infracommerce CXAAS SA 6,67%
PLPL3 Plano & Plano Desenvolvimento Imobiliario Ltda 5,08%

Maiores Baixas

Código Nome completo da empresa Variação diária
CCTY3 Belora RDVC City Desenvolvimento Imobiliário S.A. -20,42%
ESTR4 Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd -16,04%
RAPT3 Randoncorp S.A. -9,70%
RAPT4 Randoncorp S.A. -9,58%

Variação mensal do dólar

Data Compra Var. diária compra Venda Var. diária venda
18/02/2026 R$ 5,2343 R$ 5,2349
19/02/2026 R$ 5,2250 -0,18% R$ 5,2257 -0,18%
20/02/2026 R$ 5,2000 -0,48% R$ 5,2006 -0,48%
23/02/2026 R$ 5,1629 -0,71% R$ 5,1635 -0,71%
24/02/2026 R$ 5,1676 0,09% R$ 5,1682 0,09%
25/02/2026 R$ 5,1434 -0,47% R$ 5,1440 -0,47%
26/02/2026 R$ 5,1376 -0,11% R$ 5,1382 -0,11%
27/02/2026 R$ 5,1489 0,22% R$ 5,1495 0,22%
02/03/2026 R$ 5,1995 0,98% R$ 5,2001 0,98%
03/03/2026 R$ 5,2864 1,67% R$ 5,2870 1,67%
04/03/2026 R$ 5,2085 -1,47% R$ 5,2091 -1,47%
05/03/2026 R$ 5,2441 0,68% R$ 5,2447 0,68%
06/03/2026 R$ 5,2872 0,82% R$ 5,2878 0,82%
09/03/2026 R$ 5,2133 -1,40% R$ 5,2139 -1,40%
10/03/2026 R$ 5,1616 -0,99% R$ 5,1622 -0,99%
11/03/2026 R$ 5,1590 -0,05% R$ 5,1596 -0,05%
12/03/2026 R$ 5,2045 0,88% R$ 5,2051 0,88%
13/03/2026 R$ 5,2535 0,94% R$ 5,2541 0,94%

Variação mensal do ouro

Data Compra Var. diária compra Venda Var. diária venda
18/02/2026 R$ 839,3682 R$ 839,4644
19/02/2026 R$ 842,0629 0,32% R$ 842,1757 0,32%
20/02/2026 R$ 843,0610 0,12% R$ 843,1582 0,12%
23/02/2026 R$ 859,6237 1,96% R$ 859,7236 1,96%
24/02/2026 R$ 855,1382 -0,52% R$ 855,2375 -0,52%
25/02/2026 R$ 858,8078 0,43% R$ 858,9080 0,43%
26/02/2026 R$ 855,6962 -0,36% R$ 855,7961 -0,36%
27/02/2026 R$ 867,2562 1,35% R$ 867,3573 1,35%
02/03/2026 R$ 881,4206 1,63% R$ 881,5223 1,63%
03/03/2026 R$ 868,1885 -1,50% R$ 868,2871 -1,50%
04/03/2026 R$ 863,7645 -0,51% R$ 863,8640 -0,51%
05/03/2026 R$ 858,7031 -0,59% R$ 858,8014 -0,59%
06/03/2026 R$ 875,0745 1,91% R$ 875,1738 1,91%
09/03/2026 R$ 855,7617 -2,21% R$ 855,8601 -2,21%
10/03/2026 R$ 867,3500 1,35% R$ 867,4508 1,35%
11/03/2026 R$ 856,8344 -1,21% R$ 856,9341 -1,21%
12/03/2026 R$ 858,5450 0,20% R$ 858,6440 0,20%
13/03/2026 R$ 849,1191 -1,10% R$ 849,2161 -1,10%

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, Agência Brasil, G1, Bora Investir B3, CNN Brasil, Bloomberg Línea.

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