"> Dólar sobe, ouro estável e Ibovespa mergulha

 

Economia - 29/10/2026 - 17:25:06

 

Dólar sobe, ouro estável e Ibovespa mergulha

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Fechamento de 29 de outubro de 2026: dólar comercial com compra em R$ 5,3738 e venda em R$ 5,3744; Ibovespa no quarto pregão consecutivo com variação negativa, após segundo turno eleitoral, decisão do Federal Reserve e episódio de liquidações no ouro associado a investidores chineses.

Fechamento de 29 de outubro de 2026: dólar comercial com compra em R$ 5,3738 e venda em R$ 5,3744; Ibovespa no quarto pregão consecutivo com variação negativa, após segundo turno eleitoral, decisão do Federal Reserve e episódio de liquidações no ouro associado a investidores chineses.

No fechamento de quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a taxa PTAX do dólar comercial ficou em R$ 5,3738 na compra e R$ 5,3744 na venda, variação positiva de 0,61% em relação a 28 de outubro. O Ibovespa, índice da B3, encerrou o pregão em 169.555,23 pontos, variação negativa de 0,81%. Foi o quarto pregão consecutivo com variação negativa para o índice acionário. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 38.957.004.226, em 5.772.670 negócios, conforme registros da bolsa.

A sessão ocorreu no quarto dia útil após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro, com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. De 23 de outubro a 29 de outubro, o Ibovespa passou de cerca de 205 mil pontos para 169.555,23 pontos, perda de 17,3% em quatro pregões. No mesmo período, o dólar PTAX de compra passou de R$ 5,0371 para R$ 5,3738, alta de 6,69%. Em 26 de outubro, primeiro dia útil após o segundo turno, o Ibovespa recuou 13,88%, a 176.608,23 pontos, e a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker na abertura, com suspensão de negociações por 30 minutos, primeira ocorrência desde março de 2020. O dólar PTAX de compra teve variação positiva de 9,19% naquele dia, a R$ 5,4998. Nos dias seguintes, 27 e 28 de outubro, o dólar retraiu para R$ 5,3340 e R$ 5,3414, respectivamente, enquanto o Ibovespa recuou 0,51% e 2,71%.

Entre os fatores externos, o Federal Reserve manteve, em 28 de outubro, a taxa de juros dos Estados Unidos no intervalo de 3,75% a 4,0% ao ano. A inflação americana em setembro ficou em 3,7%, ante 3,4% em agosto. Os balanços de empresas de tecnologia, incluindo a controladora do Google, também estiveram entre os temas em análise pelos investidores. No plano doméstico, a taxa Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro, após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O Copom decide novamente em 4 de novembro. O IPCA em 12 meses ficou em 4,58% em setembro, acima do teto da meta de inflação.

Ouro, prata e o episódio envolvendo a China

Na semana de 26 a 29 de outubro, o mercado internacional de ouro registrou movimento de venda que levou a cotação spot próxima a US$ 4.000 a onça. Analistas do Julius Baer associaram a venda a investidores chineses em busca de caixa, em contexto de medidas de fiscalização de capitais adotadas por Pequim; não foi detectada venda de especuladores em futuros em volume correspondente, nem movimento equivalente do dólar ou dos juros americanos. Em seguida, a demanda física chinesa reagiu: na Shanghai Gold Exchange, o contrato Au99.99 registrou volume de 43 milhões de lotes na semana, equivalente a cerca de 430 toneladas, maior nível semanal desde abril. O contrato exige pagamento integral e entrega física, indicando compra de investidores pessoas físicas. O mercado acionário chinês acumula perda de US$ 2,4 trilhões em valor de mercado. O Banco Popular da China mantém sequência de 23 meses de compras de ouro, com adição de 23 toneladas em setembro, levando as reservas a 2.410 toneladas. A China importou mais de 1.000 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, volume de US$ 158,8 bilhões, e reduz a participação de títulos do Tesouro americano nas reservas. Esse conjunto de fatores deu suporte à cotação do ouro após a queda e influenciou os preços no Brasil, onde a cotação do ouro por grama em real também acompanha a variação do dólar. A cotação spot do ouro passou de US$ 4.002,02 a onça, em 23 de outubro, para US$ 4.020,61, em 29 de outubro. A prata encerrava 29 de outubro em torno de US$ 52,91 a onça, com variação negativa de até 2,46% na sessão; na metade da semana havia ficado abaixo de US$ 55. Em real, o grama da prata passou de R$ 9,30, em 26 de outubro (alta de 8,14% no dia), para R$ 9,34, em 27 de outubro (alta de 0,43%).

Análise do último mês

No período de 30 de setembro a 29 de outubro de 2026 (21 dias úteis), o dólar PTAX de compra passou de R$ 5,1803 para R$ 5,3738, alta de 3,74%. A mínima do período foi R$ 4,9692, em 6 de outubro, e a máxima R$ 5,4998, em 26 de outubro. Em 5 de outubro, primeiro dia útil após o primeiro turno eleitoral (4 de outubro), o dólar teve variação negativa de 4,55%. Em 26 de outubro, primeiro dia útil após o segundo turno, a variação foi positiva de 9,19%. O ouro por grama, em real, passou de R$ 692,37 (compra), em 30 de setembro, para R$ 694,65, em 29 de outubro, alta de 0,33% no período. A cotação spot do ouro em dólar passou de US$ 4.156,90 para US$ 4.020,61 a onça, variação negativa de 3,28%, de modo que a variação positiva do ouro em real se deveu à desvalorização do real. A mínima do ouro em real no período foi R$ 648,11, em 23 de outubro, e a máxima R$ 710,38, em 26 de outubro. O Ibovespa, que fechava em torno de 205 mil pontos em 23 de outubro, chegou a 169.555,23 pontos em 29 de outubro.

Resumo do fechamento diário (29/10/2026)

Ativo Fechamento Variação diária
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,3738 +0,61%
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,3744 +0,61%
Ibovespa (pontos) 169.555,23 -0,81%

Maiores altas do dia (B3)

Código Empresa Variação diária
AZUL97 Azul S.A. +42,86%
AZEV3 Azevedo & Travassos S.A. +34,47%
AZEV3F Azevedo & Travassos S.A. +32,67%
NEXP3 Nexpe Participações S.A. +14,16%
AZUL99 Azul S.A. +8,70%

Maiores baixas do dia (B3)

Código Empresa Variação diária
ARML3F Armac Locação Logística e Serviços S.A. -23,39%
TOKY3F Grupo Toky S.A. -17,01%
CRPG5F Tronox Pigmentos do Brasil S.A. -16,76%
SEQL3F Sequoia Logística e Transportes S.A. -16,67%
FASA3F FASA S.A. -15,38%

Variação mensal do dólar comercial (PTAX), 30/09 a 29/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Variação compra Variação venda
30/09/2026 5,1803 5,1809 s/d s/d
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52% +0,52%
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31% +0,31%
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55% -4,55%
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32% -0,32%
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48% +0,48%
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37% +0,37%
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45% -0,45%
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41% +0,41%
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69% +0,69%
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16% +0,16%
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60% +0,60%
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52% -0,52%
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84% -0,84%
21/10/2026 5,0270 5,0277 +0,27% +0,27%
22/10/2026 5,0377 5,0383 +0,21% +0,21%
23/10/2026 5,0371 5,0377 -0,01% -0,01%
26/10/2026 5,4998 5,5007 +9,19% +9,19%
27/10/2026 5,3340 5,3346 -3,01% -3,02%
28/10/2026 5,3414 5,3420 +0,14% +0,14%
29/10/2026 5,3738 5,3744 +0,61% +0,61%

Variação mensal do ouro comercial (por grama, em R$), 30/09 a 29/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Variação compra Variação venda
30/09/2026 692,3684 692,4485 s/d s/d
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84% +0,84%
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68% -0,68%
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44% -4,44%
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36% +0,36%
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92% -0,92%
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47% +0,47%
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53% +1,53%
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38% -0,38%
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20% -1,20%
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86% +1,86%
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05% +1,05%
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15% -1,15%
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10% -1,10%
21/10/2026 667,7736 667,8666 +0,31% +0,31%
22/10/2026 655,9505 656,0286 -1,77% -1,77%
23/10/2026 648,1086 648,1858 -1,20% -1,20%
26/10/2026 710,3849 710,5012 +9,61% +9,61%
27/10/2026 696,7995 696,8779 -1,91% -1,92%
28/10/2026 694,0489 694,1268 -0,39% -0,39%
29/10/2026 694,6484 694,7260 +0,09% +0,09%

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (sistema de cotações PTAX de dólar e ouro; Copom e taxa Selic), B3 (Ibovespa, ações em alta e baixa, volume negociado), Refinitiv (dados de cotação), Federal Reserve (decisão de juros de 28/10/2026), World Gold Council, Shanghai Gold Exchange (contrato Au99.99), Julius Baer (análise sobre liquidações de ouro), Bloomberg, Exame, G1, InfoMoney, O Globo, Investidor10, Times Brasil.

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