"> Dólar e ouro sobem e Ibovespa cresce

 

Economia - 08/10/2026 - 17:49:36

 

Dólar e ouro sobem e Ibovespa cresce

Dólar PTAX fecha a R$ 5,0113 e Ibovespa sobe 1,01%, a 206.402 pontos, em 8 de outubro

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Dólar PTAX varia +0,37%, a R$ 5,0113 na compra; Ibovespa sobe 1,01%, a 206.402 pontos, com petróleo Brent acima de US$ 104 e Petrobras em alta. Ouro e prata sofrem influência de juros dos EUA e liquidez reduzida durante a Golden Week na China.

Dólar PTAX varia +0,37%, a R$ 5,0113 na compra; Ibovespa sobe 1,01%, a 206.402 pontos, com petróleo Brent acima de US$ 104 e Petrobras em alta. Ouro e prata sofrem influência de juros dos EUA e liquidez reduzida durante a Golden Week na China.

Fechamento do dia

No pregão de 8 de outubro de 2026, o Ibovespa encerrou a sessão em 206.402,27 pontos, com variação positiva de 1,01% em relação a 7 de outubro (204.348,39 pontos), o que representa ganho de 2.053,88 pontos no dia. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 56.020.377.515, com 6.301.071 negócios registrados.

A taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central, fechou em R$ 5,0113 na compra e R$ 5,0119 na venda. Em relação ao dia anterior (R$ 4,9929 e R$ 4,9935), a variação foi de +0,37% tanto na compra quanto na venda.

Fatores que influenciaram o pregão

A alta do Ibovespa no dia esteve associada ao comportamento do petróleo no exterior. O barril do tipo Brent variou positivamente cerca de 4% na sessão, negociado entre US$ 104,16 e US$ 105,04, em reflexo a tensões no Oriente Médio. As ações da Petrobras acompanharam o movimento: PETR3 variou cerca de +2,45% e PETR4 cerca de +2,11%. Outras petroleiras, como PRIO e PetroRio, também operaram em alta.

O cenário eleitoral brasileiro permaneceu no radar dos investidores. Com o segundo turno definido entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado aguardava a divulgação de nova pesquisa institucional. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos e Lula 45,16%.

No exterior, os juros futuros americanos seguiram em nível elevado. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos tocou 5,365% no intradiário, patamar não observado desde 2002, e o título de 30 anos chegou a 5,7%. A ata do Federal Reserve de setembro indicou que a maioria dos dirigentes ainda projeta um aumento adicional da taxa de juros ainda em 2026. O índice dólar (DXY) operou acima de 102. Apesar disso, as bolsas americanas tiveram desempenho positivo na abertura e contribuíram para o tom da sessão brasileira.

Ouro, prata e o fator China

Os metais preciosos foram influenciados pelo período de feriado da Golden Week na China, ocorrido entre 1º e 7 de outubro, durante o qual os mercados chineses permaneceram fechados e a liquidez nos mercados de ouro e prata reduziu. Em 7 de outubro, o ouro à vista caiu abaixo de US$ 4.100 a onça pela primeira vez desde 5 de agosto, e a prata ficou abaixo de US$ 60 a onça, atingindo mínima de nove semanas. Em 8 de outubro, com a reabertura do mercado chinês, o ouro à vista variou +0,10%, para US$ 4.109,19 a onça, enquanto a prata seguiu negociada perto de US$ 59 a onça.

Dados do Banco Popular da China divulgados em 7 de outubro indicaram que as reservas chinesas de ouro alcançaram 77,47 milhões de onças (cerca de 2.409,59 toneladas) ao final de setembro, com compra adicional de 740 mil onças no mês. Trata-se do 23º mês consecutivo de acumulação e do maior volume mensal comprado desde março.

No Brasil, o ouro comercial (por grama, em reais) fechou em 8 de outubro a R$ 662,0822 na compra e R$ 662,1614 na venda, variação de +0,47% no dia. Em 5 de outubro, o ouro em reais havia variado -4,44%, movimento explicado principalmente pela valorização do real (queda de 4,55% no dólar PTAX no mesmo dia), já que o ouro à vista em dólar variou apenas +0,12%. A prata, por sua vez, não possui cotação PTAX nos dados fornecidos, mas acompanhou no exterior a trajetória de queda, com recuo de cerca de 9,25% no mês de setembro e negociação abaixo de US$ 60 na primeira semana de outubro.

O rali de 5 de outubro e a sequência da semana

O marco do período foi a sessão de 5 de outubro, primeira após o primeiro turno eleitoral. O Ibovespa variou +7,70%, fechando em 206.911,89 pontos, com máxima intradiária de 209.606 pontos. No mesmo dia, foi registrado ingresso líquido de recursos estrangeiros de R$ 10,6 bilhões em ações. O dólar comercial à vista variou -4,12%, e a PTAX de compra recuou de R$ 5,2232 (2 de outubro) para R$ 4,9853 (5 de outubro), variação de -4,55%. Projeções de bancos de investimento passaram a trabalhar com dólar em torno de R$ 4,95, com cenário mais otimista perto de R$ 4,80, e elevaram as projeções para o Ibovespa.

Em 6 de outubro, o dólar PTAX de compra caiu mais 0,32%, para R$ 4,9692, menor valor do período analisado e abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio. Em 7 de outubro, houve tomada de lucros: o Ibovespa variou -0,74% e o dólar PTAX de compra variou +0,48%, para R$ 4,9929. Em 8 de outubro, o índice voltou a subir e o dólar apresentou nova variação positiva.

Análise do último mês

No período de 09 de setembro a 8 de outubro de 2026 (22 dias úteis), o dólar PTAX de compra variou -1,69%, de R$ 5,0973 para R$ 5,0113. A máxima do período foi R$ 5,2232 (2 de outubro) e a mínima R$ 4,9692 (6 de outubro). Até o início de outubro, a moeda americana apresentava tendência de alta, sustentada por juros americanos em elevação e incerteza eleitoral. A reversão ocorreu após o primeiro turno.

O Ibovespa, por sua vez, acumulou alta de cerca de 9% no período de um mês, saindo da faixa de 189 mil pontos no início de setembro para os 206.402 pontos de 8 de outubro. A taxa Selic está em 13,75% ao ano, definida na 281ª reunião do Copom em 16 de setembro (quinto corte consecutivo, de 0,25 ponto percentual), em vigor desde 17 de setembro. Não há reunião do Copom em outubro; a próxima está marcada para 3 e 4 de novembro.

O ouro comercial em reais variou -8,14% no período (compra), de R$ 720,7721 para R$ 662,0822 por grama. O ouro à vista em dólar variou -6,57%, de US$ 4.398,22 para US$ 4.109,19 a onça. A diferença entre as duas variações reflete a valorização do real no período.

Resumo do fechamento diário (08/10/2026)

Indicador Valor de fechamento Variação diária
Dólar comercial PTAX (compra) R$ 5,0113 +0,37%
Dólar comercial PTAX (venda) R$ 5,0119 +0,37%
Ibovespa (pontos) 206.402,27 +1,01%

Maiores Altas (conforme JPG, 08/10/2026, 17:00:19)

Código Nome completo (verbatim do JPG) Fechamento Variação diária
GPAR3 Cia Celg de Participacoes - CELGPAR 19,95 +89,82%
FSPE11F Fiset Pesca FISET FSPE Pfd 0,29 +38,10%
TELB3F Telecomunicacoes Brasileiras SA 28,95 +34,65%
FSRF11F Fiset Fl Ref Pfd 0,09 +28,57%
CEDO3F Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira 6,00 +28,21%

Maiores Baixas (conforme JPG, 08/10/2026, 17:00:19)

Código Nome completo (verbatim do JPG) Fechamento Variação diária
ATED3F Atom Educacao e Editora S.A. 1,020 -10,53%
CEDO4 Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira Pfd 5,74 -9,61%
RNEW4F Renova Energia S.A. Pfd 0,88 -8,33%
OBTC3F Oranjebtc SA Educacao e Investimento 6,610 -6,51%
CRPG5 Tronox Pigmentos do Brasil SA Pfd Registered Shs A 8,13 -6,34%

Variação mensal do dólar comercial PTAX (09/09 a 08/10/2026)

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
09/09/2026 5,0973 5,0979 - -
10/09/2026 5,1143 5,1149 +0,33 +0,33
11/09/2026 5,0912 5,0918 -0,45 -0,45
14/09/2026 5,1690 5,1696 +1,53 +1,53
15/09/2026 5,1484 5,1490 -0,40 -0,40
16/09/2026 5,1520 5,1527 +0,07 +0,07
17/09/2026 5,1515 5,1521 -0,01 -0,01
18/09/2026 5,1569 5,1575 +0,10 +0,10
21/09/2026 5,1111 5,1117 -0,89 -0,89
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09 +0,09
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49 +0,49
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14 +0,14
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76 -0,76
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52 +0,52
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31 +0,31
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55 -4,55
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32 -0,32
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48 +0,48
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37

Variação mensal do ouro comercial (por grama, em R$; 09/09 a 08/10/2026)

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
09/09/2026 720,7721 720,8569 - -
10/09/2026 717,9980 718,0823 -0,38 -0,38
11/09/2026 715,2571 715,3414 -0,38 -0,38
14/09/2026 712,4742 712,5569 -0,39 -0,39
15/09/2026 710,0262 710,1090 -0,34 -0,34
16/09/2026 720,7611 720,8590 +1,51 +1,51
17/09/2026 723,6269 723,7112 +0,40 +0,40
18/09/2026 722,1538 722,2378 -0,20 -0,20
21/09/2026 714,2398 714,3236 -1,10 -1,10
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33 -0,33
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58 -0,58
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93 +0,93
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73 -0,73
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84 +0,84
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68 -0,68
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36 +0,36
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92 -0,92
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47 +0,47

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX de dólar e cotação de ouro), B3 (Ibovespa, volume e maiores altas e baixas), Refinitiv, Tribunal Superior Eleitoral (resultado do primeiro turno), Federal Reserve (ata e juros americanos), World Gold Council e Shanghai Metals Market (metais preciosos e fator China), agências de notícias econômicas (petróleo e cenário externo).

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