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Politica - 08/06/2021 - 14:29:35

 

Queiroga confirma Dra Luana na CPI e diz que cloroquina não tem eficácia comprovada contra covid-19

 

Da Redação com agências

Foto(s): Divulgação / Jefferson Rudy / Agência Senado

 

Ministro Marcelo Queiroga na CPI em 08/06/2021

Ministro Marcelo Queiroga na CPI em 08/06/2021


Em segundo depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, nesta terça-feira (8/6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectina não têm eficácia comprovada contra covid-19. Na sua primeira oitiva na comissão, o ministro se esquivou e não respondeu às perguntas dos senadores sobre a questão, dizendo que caberia à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Falou sobre a ineficiência dos medicamentos diversas vezes nesse segundo depoimento acompanahndo o depoiemento de Dra Luana Araújo, apesar de dizer que a questão é alvo de grande discordância entre comunidades médicas. “Essas medicamentos não têm eficácia comprovada. Esse assunto é motivo de discussão na Conitec, vai elaborar diretriz terapêutica”, disse, ao ser questionado pelo relator. A fala do ministro vai em direção contrária às defesas do presidente Jair Bolsonaro, que incentivou o uso de cloroquina e de ivermectina em pacientes com covid-19, apesar de não haver eficácia comprovada.

Em meados de maio, a Conitec decidiu, em avaliação inicial, não recomendar os medicamentos do chamado 'kit covid' para o tratamento hospitalar dos pacientes infectados pelo novo coronavírus. O documento foi para consulta pública.

A recomendação da cloroquina e de outros medicamentos para o tratamento de pacientes com covid-19 no Brasil sofreu um revés importante. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu, em avaliação inicial, não recomendar os medicamentos do chamado 'kit covid' para o tratamento hospitalar dos pacientes infectados pelo novo coronavírus. O documento, contudo, ainda passa por consulta pública e voltará a ser avaliado pela comissão em outra reunião.

Em meados de maio, a Conitec decidiu, em avaliação inicial, não recomendar os medicamentos do chamado 'kit covid' para o tratamento hospitalar dos pacientes infectados pelo novo coronavírus. O documento foi para consulta pública.

Em sua fala inicial, Queiroga comentou a questão. “Na minha outra passagem, foi muito bem questionado acerca de fármacos, como cloroquina, ivermectina e de outros que ainda não há evidência científica comprovada da sua eficácia, e essa questão que espreita o enfrentamento à pandemia desde o início tem gerado forte divisão da classe médica. De um lado, aqueles que, como eu, são mais vinculados a sociedades científicas com um pensamento, do outro, os médicos assistenciais que estão na linha de frente e que relatam fatos de sucesso desses tratamentos e discutem de forma calorosa. A mim, cabe harmonizar esse contexto para que tenhamos uma condição mais pacífica e possamos avançar”, disse.

O ministro afirmou que, como médico, entende que “essas discussões são laterais e não vão pôr fim ao caráter pandêmico da doença”. “O que vai pôr fim a isso é a ampliação da campanha de vacinação, que é o meu foco exclusivo”, disse. Queiroga ressaltou que cabe à Conitec elaborar protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Conforme o ministro, “esse tratamento inicial vai influir muito pouco no custo dessa pandemia”. “O que influi é vacinar a população brasileira”, disse.

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